DSC01015As noites longas, o agudo sibilar dos ventos, a claridade do dia escassa e mal distinta, o granizo a saltitar nos tectos, o oceano a rugir nas praias, o trovão a rebombar nas nuvens, anunciam a quadra invernal. A árvore não é mais que um esqueleto, despojada pela fúria dos ventos da sua mimosa folhagem.

Começam a semear-se as favas poucos dias antes do Natal e abarba-se as que vão crescendo. Planta-se couve-flor, repolho, alfaces brócolos, rabanetes (de quinze em quinze dias), feijões em sítio abrigado e quente mas para comer em verde, e ervilhas, estacando-se as crescidas.

Prosseguir com as lavras. Aplicar estrumes e correctivos com vista à preparação das terras para as plantações da Primavera.

Preparar talhões e canteiros para as culturas próprias da época. Nas terras de elevada acidez fazer calagens. Empregar, em média, 200 a 300 gramas de cal por metro quadrado. Prosseguir a preparação dos canteiros para as plantações próprias da época.

Podar roseiras e outros arbustos bem como as árvores que não estejam em flor. Semear ervilhas-de-cheiro e malvaíscos em lugar definitivo. Instalar viveiros de estacas de roseiras, arbustos e árvores de folha caduca.

Fecha as tuas contas, ajusta as tua dívidas, termina os negócios pendentes.

Faz inventário: saberás o que tens e serás respeitado. Dá balanço às novidades que não vendeste ainda. Não te contentes em somar o que recebeste e tirar a prova: faz os teus cálculos e reflexões sobre as somas e assenta no rumo que deves dar à embarcação. Faz as salgas e curas dos teus animais abatidos, um serviço que se quer com vagar, experiência e tempo frio e seco.