Freguesia de Feteiras

População: 1948

Actividades económicas: Agricultura, comércio e transformação de carnes

Festas e Romarias: Santíssimo Sacramento (1.º domingo de Setembro) Festa da Padroeira (13 de Dezembro) e Festas Tradicionais do Divino Espírito Santo (último domingo de Maio)

Património: Igreja matriz e fontenário centenário

Outros Locais: Piscina, orla marítima e pesca desportiva

Artesanato: Trabalhos em vime, bordados e miniaturas em madeira

Orago: Santa Luzi.


DESCRITIVO HISTÓRICO


Situada na costa sul da ilha, dista cerca de 15 km de Ponta Delgada e confina com as freguesias de Candelária e Relva. Como se pode deduzir da descrição feita pelo Pe. Lopes da Luz, em Revista Micaelense, decorrido meio século sobre o início do povoamento da ilha de S. Miguel, já nesta localidade habitavam alguns colonos.

No século XVI, a zona baixa deste lugar era a mais povoada. Posteriormente, foi na parte alta da freguesia que a maioria da população se instalou, tornando-se menos dispersa e heterogénea.

Ora, se nos primórdios do seu povoamento só a parte baixa era habitada, conclui-se que o primitivo núcleo populacional se fixou em redor do Porto dos Batéis, assim chamado por nesse local ter sido construída uma grande nau.

Por carta régia de D. Manuel, datada de 1515, foi este lugar de Feteiras desanexado da jurisdição de Vila Franca do Campo e integrado na de Ponta Delgada.

Deste modo, o Padre Lopes da Luz conclui “que a paróquia de Santa Luzia das Feteiras existiria já nos finais do século XV”.

Encontrando-se esta igreja arruinada no último quartel do século XVI e incapaz para o serviço do culto, deixou de servir de igreja paroquial nos princípios do século XVII.

Abandonado que foi este templo, introduziram-se pouco a pouco melhoramentos na Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, edificada no século XVI, procedendo-se à sua ampliação e transformando-a em igreja paroquial, com a invocação a Santa Luzia.

Conforme alguns sinais que ainda ali se podem verificar esse templo dedicado à Senhora de Guadalupe começara a servir de sede da paróquia por motivo da primeira igreja de Santa Luzia, erguida no século XVI, se apresentar muito arruinada (...). No começo do século XIX, a Igreja da Senhora de Guadalupe acabaria por ser bastante ampliada e convertida, definitivamente em templo paroquial, agora sob a invocação de Santa Luzia (...). A antiga imagem de Nossa Senhora de Guadalupe ainda agora se apresenta num dos altares laterais (...)”.

O nome desta povoação deriva do facto de nela terem existido muitos fetos. Assim o refere Gaspar Frutuoso: “(...) e arriba, na terra, está o lugar das Feteiras que cobrou este nome por haver nele muitos fetos, em uma terra mais baixa e rasa, muito bem assombrada que se quer parecer nesta parte com a da ilha da Madeira, cuja freguesia, é da invocação de Santa Luzia”.

Na sua grande maioria, a população feteirense dedica-se à agricultura e pecuária. Servida por um pequeno porto de pesca, um número pouco significativo de habitantes ocupa-se da actividade piscatória.

Sobressai nesta povoação um chafariz de mármore branco, na Grota de Santa Luzia, com quatro fontes voltadas para os quatro pontos cardeais. Para alguns, este terá sido uma oferta régia proveniente de uma das praças lisboetas para a cidade de Ponta Delgada e, no século XIX, transferida para Feteiras.

Recentemente foi construída uma piscina à beira-mar, que constitui ponto de atracção para quem visita esta freguesia.

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