Freguesia de Santo Amaro População: 820

Actividades económicas: Agro-pecuária, pequena indústria e comércio

Festas e Romarias: Santo Amaro (Julho), S. João (Julho), Divino Espírito Santo, S. José (Março) e Nossa Senhora da Boa Hora (Setembro)

Património: Casas senhoriais, fontenários e várias ermidas

Outros Locais: Os mencionados em Património cultural e edificado, miradouros e parque de merendas

Colectividades: Sociedade Recreio Amarense (com banda de música

Orago: Santo Amaro

DESCRITIVO HISTÓRICO


Situada perto da sede do concelho, esta freguesia fica num planalto que se ergue entre a Beira e Urzelina. Desta localização geográfica resulta um clima frio mas muito quente no Verão. O lugar de Queimada deve o seu nome exactamente a essa tropical época do ano.

A paróquia de Santo Amaro foi criada em 1691 e denominou-se primitivamente Santo Amaro de Almeida. Esta designação foi retirada de Jácome Gonçalves de Almeida, ouvidor de um dos capitães donatários da ilha, entre os séculos XVI e XVII.

Do património senhorial da freguesia, deve destacar-se a casa da Queimada, de grande interesse histórico e arquitectónico. Em termos religiosos, além da igreja matriz, realça-se a igreja da Boa Hora, no sítio dos Mistérios. Foi fundada pelo Pe. Manuel Ferreira Madruga em 1711. As capelas de Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora do Desterro, S. Vicente Ferreira, S. José e Cristo Rei têm também algum interesse histórico e arquitectónico. Esta última, no lugar de Toledo, foi fundada em 1862 por José Pereira da Cunha da Silveira e Sousa, intelectual de S. Jorge.

A nível cultural, uma palavra para os escuteiros de Santo Amaro, o Agrupamento 847, S. João Bosco. De entre as várias tarefas de interesse comunitário já realizadas destaca-se a limpeza da orla marítima e de algumas fajãs da ilha. Tarefa árdua mas muito bonita e necessária que vem ao encontro do lema de Baden-Powell, o fundador do movimento escutista internacional.

Com mais de oitocentos habitantes, esta freguesia é essencialmente rural. Sempre foi assim. A pastorícia e, relacionado com ela, os lacticínios, contribuem também de forma significativa para a economia local. De resto, o queijo de S. Jorge é famoso em todo o País. Em meados do século já Américo Costa dizia na sua corografia: “Santo Amaro possui óptimos pastos que criam numerosos gados, mantendo por isso nas suas fábricas de lacticínios apreciável produção de queijo e manteiga. O solo é também muito produtivo em cereais e outros géneros agrícolas.” Dos vários beneméritos desta terra, merece ser referido João Inácio de Sousa, multimilionário que vivia nos Estados Unidos da América e aí morreu. Nunca deixou, no entanto, de pensar na sua terra. Entre outras acções, deixou cem mil dólares (já naquela época!) ao hospital de Velas e a mesma quantia ao asilo dos idosos, hoje Casa de Repouso com o seu nome. Tem um busto na praça principal daquela vila. Por todas as razões, Santo Amaro merece uma visita. O verde dominante da paisagem não é decerto a menos importante de todas as razões. É que essa cor está em todo o lado. Como dizia Norberto de Ávila em “Viagens na Nossa Terra”, todas as suas estradas estão “marginadas de hortênsias, entre pastagens de um verde tenro”.

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