Freguesia de Vila Nova População: 1911

Actividades económicas: Agricultura, pesca, comércio, serviços, panificação, construção civil e base americana “Fensaçores”

Festas e Romarias: Carnaval, Espírito Santo, S. João (Junho), Sagrado Coração de Jesus (último domingo de Agosto) e Senhora da Ajuda (último domingo de Junho)

Património: Igreja matriz, império do Divino Espírito Santo, chafarizes, passos, cruzeiro, carros de toldo e casario tradicional

Outros Locais: Porto de pesca, zona balnear e calvário

Gastronomia: Sopas do Espírito Santo, pão de leite, cozido e alcatra, massa sovada, torresmos de cancela, molho de fígados, linguiça e morcela caseira

Artesanato: Rendas, bordados e mantas de retalho

Colectividades: Sport Clube Vilanovense, Rancho Folclórico da Casa do Povo, Centro de Convívio do Espírito Santo, Sociedade de Instrução e Recreio de Vila Nova, Filarmónica da Comissão do Divino Espírito Santo

Orago: Espírito Santo

DESCRITIVO HISTÓRICO


A dez quilómetros da sede do concelho, a freguesia de Vila Nova está situada na costa norte da ilha, junto da porta do mesmo nome. Esta freguesia é anterior a 1482 e local privilegiado para habitação dos mais importantes nobres da Terceira. Esteve por isso mesmo para receber foral, por iniciativa de Antão Martins Homem, mas os seus habitantes recusaram tal proposta, devido ao impostos que a partir daí iriam ter de pagar. A nível eclesiástico, parece que em 1488 já estava constituída em paróquia.

Sobre esta freguesia, escreveu Gaspar Frutuoso, em “Saudades da Terra”, numa altura em que esta povoação e a de Agualva eram apenas uma só: “No fim deste biscoito, da banda do oriente, pegado com o mar, está uma alagoa, de quantidade de meio moio de terra, feita a modo de arco, a qual com as muitas enchentes das águas se encheu de terra e agora é muito pequena; corre por ela uma fresca fonte de água, que faz uma ribeira, cheia quase toda de terra muito fértil, cerca de rocha mui alta, em que fizeram um caminho por que desce gado abaixo.” Antes de ter a actual designação, esta freguesia iria chamar-se ainda Vila Nova de Serreta e Vila Nova da Agualva. Um facto que demonstra à evidência a ligação histórica entre Vila Nova e Agualva.

A igreja matriz, muito alterada, é anterior à própria instituição da freguesia. É consagrada ao Divino Espírito Santo e é a terceira igreja da ilha. A anterior, de três naves divididas por duas colunatas de cantaria, erigida em sítio elevado, era muito fraca.

A evolução demográfica da freguesia tem sido, nos últimos 100 anos, semelhante ao resto do arquipélago dos Açores e mesmo de grande parte do país. A população aumentou constantemente até meados do século e a partir daí começou a descer. Tinha 1710 habitantes em 1890, 1931 em 1911 e 2100 em 1940. Com o início da emigração para os Estados Unidos, Canadá e Europa, veio um decréscimo populacional importante. Em Vila Nova, vivem hoje cerca de 1900 pessoas.

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