desodorizanteA probabilidade é que o leitor nunca terá pensado que existe uma diferença entre “desodorizante” e “antranspirante” e quando compra o seu provavelmente também deve escolher em função doo seu odor e não propriamente do que contém. Mas po uma questão de saúde, provavelmente deveria.
As axilas desempenham um papel fundamental na regulação da temperatura corporal. São cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas que bombeiam cerca de 14 litros de água por dia (ou cerca de 4 litros de água por hora sob condições extremas).

O suor é quase estéril e não tem odor quando é excretado, mas começa a cheiras mal quando é fermenta devido às bactérias do ambiente.  Nas axilas há dois tipos de glândulas que produzem o suor: as glândulas crinas servem para resfriar o corpo, decretando apenas água a eletrólitos – e como esse suor é pobre de nutrientes, raramente atrai bactérias assim não produz cheiro. E as glândulas apócrinas, que também transportam gorduras e proteínas pela superfície da pele – que as bactérias digerem, juntamente com as células mortas da pele e do cabelo, gerando o odor do suor como subproduto metabólico.

As bactérias prosperam em ambientes húmidos e com baixo pH, que ocorrem quand o se lava o ácido natural produzido pelas axilas usando sabonetes alcalinos. Depilar as axilas também ajuda a aumentar o número de bactérias, pois os pelos que protegeriam a humidade da pele.
A mais antiga referência a desodorizantes data do século IX como parte da pesquisa do sábio persa Ziryab sobre limpeza e higiene pessoal na corte Umayyad, na Ibéria Islâmica. Mas foi apenas na era Vitoriana que um inventor da Filadélfia criou o primeiro desodorizante comercial, chamado Mum, em 1888. A Bristol-Meyes adquiriu a empresa em 1931 e, uma década depois, revolucionou a higiene pessoal ao desenvolver um aplicador roll-on usando como base a tecnologia da caneta esferográfica.

Os desodorizantes não conseguem parar a transpiração. O que fazem é contaminar as bactérias que se alimentam do suor – geralmente com álcool ou outros ingredientes que contribuem para fazer com que axilas se tornem ambientes inóspitos. Também podem conter bactericidas que mata os organismos antes que eles tenham tempo de atuar. São mais eficazes quando aplicados sobre a pele seca e não húmida (como por exemplo logo depois do banho).desodorizante2

Antitranspirantes, por outro lado, são classificados como drogas pela FDA (Food and Drug Administration, dos EUA). Eles apareceram no início do Século XX mas rapidamente se viram envolvidos em polémica por causa dos altos níveis de cloreto de alumínio, que causa dermatite em boa parte da população e pode ser considerado fatal quando grandes concentrações se infiltram no corpo, causando falência renal.

Os compostos de cloreto de alumínio misturam-se com o suor e criam uma camada de gel que obstrui o duto da glândula sudorípara, além de fazer com que se contraia. Quando mais poros forem fechados, menos se sua. O processo é temporário, perdendo-se com escamação da pele mais ou menos no espaço de 1 hora, embora o tempo de permanência do efeito antitranspirante varie de pessoa para pessoa.

O seu uso prolongado tem sido ligado a níveis elevados de alumínio no sistema (indicador também conhecido como “carga corporal”, tal como os peixes ficam carregados com mercúrio com o passar do tempo). Muito alumínio no organismo pode ser fatal, já que ele pode afectar os rins. Por isso a FDA tem, na última década, rotulado antitranspirantes com alertas contra seu uso por pessoas com problemas renais. Outros irritantes potenciais incluem o zircônio e o propileno glicol, ambos ingredientes comuns em antitranspirantes.

Como em muitos outros casos, não há uma comprovação científica final sobre o assunto. Há estudos que parecem comprovar algum tipo de relação, especialmente com o cancro da mama, mas outros que concluem que não existem estudos suficientes.

Por isso neste caso deve usar-se do princípio da prudência. A primeira coisa a fazer é ler o rótulo e perceber se diz “desodorizante” ou “antitranspirante”, sabendo-se que no caso deste último é usado o cloreto de alumínio – o que se pode confirmar pela leitura dos ingredientes.

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