REGIÕES VITIVINÍCOLAS
A qualidade e o prestígio dos vinhos dos Açores são conhecidos de longa data, facto que levou a que fossem reconhecidas três Indicações de Proveniência Regulamentada (IPR’s): Pico, Graciosa e Biscoitos.
Em todo o arquipélago dos Açores é ainda possível produzir vinho de mesa branco e tinto, com a Indicação Geográfica Vinho Regional Açores.

 

VINHO REGIONAL AÇORES
A legislação vitivinícola permite a produção de vinhos de mesa com a Indicação Geográfica Vinho Regional Açores a partir de 15 castas tintas e 18 castas brancas, desde que produzido de acordo com as condições fixadas na Portaria n° 853/2004 de 19 de Julho.

A análise dos nomes destas castas, torna necessário fazer alguns esclarecimentos, de forma a evitar falsas interpretações destes nomes. Assim, tendo em consideração a Portaria n° 428/2000, de 17 de Julho, que enumera as castas de videira da espécie Vitis vinifera L. aptas à produção de vinho em Portugal, e os estudos de sinonímia já efectuados, permite-nos esclarecer:

Saborinho: É a casta Molar, cultivada na região de Colares. É ainda cultivada na Madeira, sob a designação de Tinta Negra (Tinta Negra Mole), e na região de Pinhel, sob a designação de Rabo de Ovelha Tinto. Estas sinonímias foram detectadas no âmbito de projecto AGRO n° 187 “Aplicação de técnicas de biologia molecular à caracterização de variedades portuguesas de videira”, que caracterizou molecularmente 314 castas referidas na portaria n° 428/ 2000, já citada. Actualmente, estes nomes estão referidos nesta portaria, mas, futuramente, será seleccionado um nome nacional para a casta e os restantes serão eliminados.

As castas Arinto e Terrantez indicadas no Vinho Regional Açores referem-se às denominações das castas tais como são mais conhecidas localmente e como foram referenciadas na legislação das IPR. Contudo, estas designações não se encontram de acordo com a nomenclatura adoptada na portaria que apresenta a lista de castas aptas para produção de vinho a nível nacional. Será deste modo necessário proceder a uma harmonização entre estas dois instrumentos legislativos.

Castas aptas à produção de Vinho Regional Açores
Agronómica Complexa Merlot Sercial (Esgana-Cão)
Aragone (Tinta-Roriz) Fernão-Pires (Maria-Gomes) Moscatel-Graúdo Tália
Arinto (Pederna) Galego-Dourado Pinol-Noir Terrantez
Bical Generosa Riesling Tinta-Barroca
Cabernet-Sauvignon Gewurz Lraminer R Rio-Grande Touri ga-Franca
Cabemet-Franc Gouveio Rufete Touriga-Nacional
Castelão (Periquita) Malvasia Saborinho Verdelho
Chardonnay Malvasia-Fina Seara-Nova Vinhão
  Viosinho

 

IPR PICO

O Decreto-Lei n° 17/94, de 25 de Janeiro, que aprova os Estatutos das Zonas Vitivinícolas dos Biscoitos, Graciosa e Pico, permite a produção, na ilha do Pico, de Vinhos Licorosos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VLQPRD) a partir de 3 castas brancas recomendadas: Verdelho, Arinto e Terrantez. Na realidade, nesta ilha predomina o cultivo das castas regionalmente conhecidas por Arinto (85%), Verdelho (10%) e Terrantez, mas cujos nomes nacionais são Terrantez da Terceira, Verdelho e Terrantez do Pico, respectivamente.


IPR BISCOITOS
O prestigiado vinho licoroso branco Biscoitos é produzido na ilha da Terceira. A designação Biscoitos deve-se ao facto de o solo ser muito pedregoso de cor escura, semelhante ao biscoito que, na época dos descobrimentos, os navegadores utilizavam como pão (o ‘Chão de Biscoito’, já referido). O Decreto-Lei n° 17/94, já citado, permite a produção de VLQPRD’s a partir das mesmas 3 castas brancas recomendadas do IPR Pico: Verdelho, Arinto e Terrantez. Na ilha Terceira predomina a casta Verdelho. Existe ainda algum Arinto (Terrantez da Terceira). Mas não se encontra em cultura a Terrantez do Pico.


IPR GRACIOSA
Na ilha Graciosa produz-se o IPR Graciosa, vinho branco resultante de videiras cultivadas também em ‘currais’, tal como no Pico. A legislação vitivinícola (Decreto-Lei n° 17/94) permite a produção de Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD) a partir de 5 castas brancas recomendadas: Verdelho, Arinto, Terrantez, Boal e Fernão Pires.

Na ilha da Graciosa cultiva-se Verdelho, Arinto (Terrantez da Terceira), Terrantez do Pico e Boal (Malvasia Fina). A distribuição das casta Verdelho e Arinto (Terrantez da Terceira) dá-se em função da maior ou menor proximidade do mar. Nas áreas mais próximas ao litoral, onde há o perigo das ressalgas e ventos, é aconselhada a cultura da Arinto por ser uma casta de abrolhamento mais tardio, ficando a Verdelho reservada mais para o interior da ilha, embora aí as condições de maturação sejam menos favoráveis. O que é compensado pela maturação mais precoce da Verdelho.

 

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