mineiraFOLHAS DIVULGATIVAS: LARANJEIRA SÉRIE PRAGAS: Nº2
Tel. (351) 295 402 200
LARANJEIRA
Julho 2005
Autores: Arícia D. Figueiredo & David J. H. Lopes
Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias
PRAGA
Nome vulgar: Lagarta-Mineira-dos-citrinos
Nome científico: Phyllocnistis citrella (Stainton, 1856)

SINTOMATOLOGIA

O ataque das larvas é fácil de reconhecer, quer através da observação das galerias, quer dos órgãos atacados (Foto 2).
As galerias com a sua forma sinuosa e a linha de excrementos disposta a meio (Fotos 4, 5), assim como a existência de enrolamentos típicos na margem das folhas onde se forma o casulo (Foto 3), são aspectos típicos que caracterizam bem os ataques.
As larvas quando desenvolvidas são fáceis de detectar através da epiderme (Foto 1) mantida intacta ou dos rebentos adultos. As folhas sofrem deformações, tanto mais acentuada é a intensidade da infestação e quanto mais novas forem as folhas, podendo ocorrer a queda das folhas gravemente atacadas. Esta praga possui uma estreita relação com o estado fenológico dos citrinos, em particular a existência de rebentação nova. Por isso é muito importante tomar atenção aos períodos em que a rebentação é mais abundante para determinar a melhor oportunidade dos tratamentos.

DISTRIBUIÇÃO

É uma espécie com uma ampla área de distribuição geográfica e em contínua expansão pelas áreas
citrícolas mundiais. A sua máxima distribuição verificou-se na década de noventa. Foi introduzida em Espanha
em 1993, em Portugal Continental, em Agosto de 1994, no Algarve, e em Fevereiro de 1995 a sua presença foi
ampliada até à região de Setúbal. A mineira dos citrinos foi detectada na Ilha da Madeira em Abril de 1995
(CARVALHO et al., 1997), e nos Açores no ano de 1996.

MEDIDAS DE COMBATE: CULTURAIS

Realizar podas ligeiras nos fins do período do Inverno, com aplicação simultânea de adubações
folheares ricas em azoto e adição de substâncias hormonais reguladoras do crescimento (ácido
giberélico) para acelerar e homegeneizar a rebentação de Primavera;
Eliminar as adubações azotadas entre as rebentações, fazendo-se a sua aplicação no fim do Inverno
(Fevereiro – Março) e de forma moderada antes da rebentação do fim de Verão (Agosto –
Setembro);
Regas mínimas durante os meses do Verão para evitar novas rebentações;
Antecipar ao máximo a colheita sobretudo para as variedades tardias;
Remover através da poda os “ramos ladrões” e os rebentos extemporâneos, pois essa rebentação
contribui para a manutenção e crescimento das populações da P.citrella;
Eliminação de tratamentos com substâncias hormonais retardadoras da maturação, durante o
Outono/Inverno.

QUIMÍCAS

Diflubenzurão (ISQ); hexaflumurão; imidaclopride; lufemurão (RCI)

 

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