Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

Segundo dizem, a nobre progénia dos Favilas procede do conde de Favilha e do conde D. Pelayo, asturianos, que ajudaram a ganhar a Espanha perdida, em tempo de el-Rei D. Rodrigo; por terem perto de Olivença, no extremo de Castela e Portugal, onde moravam, grandes diferenças com alguns seus imigos, se vieram viver a este Reino, entre os quais veio um João Favela, que el-Rei D. Afonso, o quinto, casou com Breatiz Coelha, dama de sua casa, sobrinha ou filha de um irmão do Coelho, a que tiraram o coração pelas costas, por ser leal a este Reino , e o Príncipe, depois de seu pai morto, o matou com este género de morte, por se vingar dele. Houve João Favela desta Breatiz Coelha estes filhos: o primeiro, Fernão Favela, que casou na ilha da Madeira, onde estava seu tio Nuno de Atouguia, provedor da Fazenda de el-Rei na dita ilha; o segundo, João Favela, homem nobre e de grande fama, também casou na mesma ilha; o terceiro, Bertolameu Favela, o qual teve uma filha que casou com Diogo Mascarenhas, fidalgo muito parente do conde de Castelhar e sobrinho de D. Pedro Mascarenhas, que nestes Reinos eram fidalgos marcados.
Houve mais João Favela, de sua mulher Breatiz Coelha, um filha, chamada Catarina Favela, com a qual casou João de Arruda da Costa, filho de João Gonçalves Botelho e de Isabel Dias da Costa, sua mulher, e neto de Gonçalo Vaz Botelho, o Grande, que veio povoar esta ilha, como já disse. De João de Arruda da Costa e de sua mulher Catarina Favela nasceram os filhos seguintes: Amador da Costa, Pero da Costa, Francisco de Arruda da Costa, Manuel da Costa, Isabel Dias da Costa, que depois se chamou Isabel do Espírito Santo, e Maria da Trindade, freiras professas de muita virtude e algumas vezes abadessas no mosteiro de Santo André de Vila Franca e Bartoleza da Costa e Breatiz da Costa.
Amador da Costa casou com Bárbara Lopes, filha de Álvaro Lopes do Vulcão, homem muito honrado e rico, de que houve filhos: Manuel da Costa e António da Costa, que foi para as Índias de Castela, e Álvaro da Costa, todos solteiros, homens para muito; e filhas: Isabel Dias, mulher que foi de António Borges de Gamboa, filho de Baltezar Rebelo, morador à Calheta de Pero de Teves, e de Guiomar Borges; e outras seis filhas, freiras no mosteiro de Vila Franca, muito boas religiosas, que às vezes são abadessas e vigairas. Deixou Margarida Mendes um rico morgado a Amador da Costa, que ficou a seu filho Manuel da Costa, sobrinho de Margarida Mendes, sua tia, meia irmã de sua avó Caterina Favela; a qual Margarida Mendes era filha de Rui Pires, irmão de Vasco Pires, os quais eram dois cavaleiros, os mais afamados, que havia em tempo de el-Rei D. Afonso; e por serem tais lhe queria el-Rei tanto, que, quando estavam à sua mesa, estavam assentados e, por não haver confusão nos outros, tomava el- Rei por causa que por terem os pés pequenos o fazia. E depois de morto Rui Pires, que era casado com Breatiz Coelha, pai e mãe de Margarida Mendes, ficou no paço de el-Rei D. Afonso a dita Breatiz Coelha viúva, e veio João Favela do extremo de Castela, por certa causa já dita, e como era fidalgo, andando no paço, tendo el-Rei conhecimento dele, o casou com Breatiz Coelha, mulher que foi do dito Rui Pires, pai e mãe da dita Margarida Mendes; a qual nasceu em Évora, onde teve e tem muitos parentes, muitos honrados e fidalgos, dos Mendes.
E depois que João Favela casou com Breatiz Coelha, trouxe consigo para esta terra a Margarida Mendes, por ser filha de sua mulher; e aqui houve João Favela os três filhos já ditos, e a filha, chamada Caterina Favela, a qual foi casada com João de Arruda da Costa, nesta ilha de S. Miguel, e era meia irmã de Margarida Mendes, por ser filha de Rui Pires e Caterina Favela ser filha de João Favela; e por ser Margarida Mendes, meia irmã de Caterina Favela, e Amador da Costa seu sobrinho, lhe deixou o morgado no qual soccedeu a Manuel da Costa, filho de Amador da Costa e neto da dita Caterina Favela; o qual morgado começa da praça da cidade da Ponta Delgada, começando do mar da banda do sul, até ver o mar da banda do norte desta ilha.
Os três filhos de João Favela e de Breatiz Coelha se criaram na ilha da Madeira, depois da morte de seu pai, em casa do provedor Nuno de Atouguia, seu tio; viveram muito ricos e honrados, à lei de fidalgos, como eles eram, e assim vivem os filhos, netos e bisnetos do dito João de Arruda e Caterina Favela, sobrinhos da dita Margarida Mendes, nesta ilha de S.
Miguel, e por esta causa herdou Manuel da Costa dela o dito morgado da praça , afora outro que tem de seu bisavô João Gonçalves Botelho, em Rosto de Cão, termo da cidade.
Nuno de Atouguia, tio de Caterina Favela e dos três irmãos, foi na ilha da Madeira o mais próspero fidalgo que em seu tempo nela havia, e como tal o fez el-Rei provedor e veador de sua fazenda, que era o melhor cargo que nela houve; e de el-Rei era muito conhecido, tendo diante dele grande nome, e era da geração dos Favelas. O qual casou uma filha com João Esmeraldo, que foi outro segundo o sogro e mais, e também provedor, fidalgo tão rico e poderoso que o Capitão lhe não pôde nunca fazer avesso nem direito em nada, e deixou um morgado de mais de dois contos e meio de renda.
Da progénie dos Favelas, há Fernão Favela de Vasconcelos, neto de Fernão Favela e filho de António Favela, que é rico morgado e vive à lei de fidalgo, como foram seus avós.
O segundo filho de João de Arruda da Costa, chamado Pero da Costa, homem muito principal, rico de fazenda e de virtudes, cidadão, morador em Vila Franca, casou com uma filha de João Álvares do Olho , da cidade da Ponta Delgada, de que houve dois ou três filhos que faleceram com sua mãe. E depois casou, segunda vez, com uma filha de Rui Tavares , morador na vila da Ribeira Grande, da qual houve os filhos seguintes: o primeiro, João de Arruda, que casou com D. Guiomar da Cunha, filha de Heitor Gonçalves Minhoto, e neta de João Soares, Capitão da ilha de Santa Maria, de que houve três ou quatro filhos; o segundo, Rui Tavares, que é casado com uma filha de Gabriel Coelho, de que teve duas filhas, que morreram com a mãe. Depois casou com Maria de Sousa , mulher de grande virtude e prudência, filha de Pero Roiz Cordeiro, cidadão de Vila Franca, de que não tem filhos. Houve mais Pero da Costa, de sua segunda mulher, algumas filhas, duas das quais, Catarina de São Miguel e Caterina de Santiago, são freiras professas e boas religiosas, no mosteiro de Vila Franca. E outra filha, por nome Isabel Tavares, que faleceu em casa de seu pai, mulher de meia idade, a qual, sendo dantes muito galante e fermosa, quando pretendia casar virou as costas ao mundo, saindo-lhe muitos e ricos casamentos; e fazia vida santa e abstinente, dando os ricos vestidos às igrejas e pobres, com quem repartia largas esmolas, e, andando vestida como beata, acabou bemaventuradamente; cuja morte foi sentida de todos e muito mais dos pobres, a quem ela dava vida. E deixou por seu falecimento muitas esmolas, fazendo-se os ofícios de seu enterramento, a que se acharam presentes muitos religiosos e cleresia e muita gente nobre de toda a ilha, com grande choro e sentimento de todos que foram convidados aquele dia em casa de seu pai, que comeu com eles à mesa no convite, por lho a filha deixar encomendado e ser ele tão prudente, que com todo seu sentimento e nojo da absência de tal filha, quis celebrar as exéquias de sua morte com sumptuoso banquete, como se fora o dia que a casara, sabendo certo que a casava com Deus, verdadeiro esposo de sua alma.
O terceiro filho de João de Arruda da Costa, chamam Francisco de Arruda da Costa; é homem de grandes espíritos, prudente, discreto, de muito liberal condição, a quem se encomendam nesta ilha todos os cargos de importância, assim de el-Rei, como do povo, de que ele dá a conta que de sua prudência e pessoa se espera. Serviu já de juiz do mar e contador, e de capitão-mor das ordenanças, e de provedor da Misericórdia muitas vezes e de outros cargos semelhantes, digno de muitos maiores e de vida perpétua para amparar a Pátria, como pai que é dela. Ao qual deu Sua Majestade o hábito de Cristo, com boa tença, e outras mercês de grandes favores. E casou com Francisca de Viveiros de Sousa, filha de Gaspar de Viveiros, homem de muita nobreza e riqueza, de que houve os filhos seguintes: o primeiro, Amador da Costa, que casou com Isabel Pereira, filha de Pedro Afonso Pereira, de que tem alguns filhos; o segundo, Damião da Costa, que está servindo a el-Rei na Índia, onde casou com Maria Salema, mulher de muita qualidade e grandemente rica; o terceiro, Sebastião da Costa, que casou com Maria Sens, filha de Pero de Maeda, de nação biscainho, mestre das obras e fortificações de El-Rei, nesta ilha, de que tem alguns filhos. Tem mais Francisco de Arruda uma filha, chamada D. Maria de Arruda, casada com João de Melo, nobre fidalgo, filho de Manuel de Melo e neto do contador Martim Vaz Bulhão, o qual por ser quem é, pessoa de muita prudência e virtude, sendo vreador , foi pela cidade da Ponta Delgada dar a obediência ao mui alto, poderoso e católico Rei Filipe, que lhe deitou o hábito de Cristo, com boa tença; tem de sua mulher um filho, chamado como seu pai João de Melo. Tem mais Francisco de Arruda três filhas, freiras professas, e uma solteira, chamada Cosma da Costa, de grande merecimento e virtude, e outras que faleceram.
Houve mais João de Arruda da Costa, de sua mulher Catarina Favela, estas filhas: a primeira, Bartoleza da Costa, que casou com Jorge da Mota, viúvo, cavaleiro do hábito de Aviz, da geração dos Motas e Osouros , que são fidalgos neste Reino, de que houve os filhos seguintes: o primeiro, João da Mota, que casou, a primeira vez, com uma filha de João Roiz, dos Fenais da Maia, de quem houve um filho, chamado Manuel da Mota, do hábito de Cristo, casado primeiro com uma filha de Belchior Gonçalves, e depois com Paula da Maeda. E casou João da Mota, segundariamente , com Breatiz de Medeiros, filha de Lopeanes de Araújo, de que tem alguns filhos. O segundo filho de Jorge da Mota, Manuel Favela, casou com Violante Mendes, filha de António Mendes Pereira, de quem tem alguns filhos; mora na Vila Franca, na quinta que foi de seu pai, imitando-o tanto na discrição e virtude, como na riqueza e nobre condição. O terceiro filho de Jorge da Mota, chamado Francisco da Mota, faleceu solteiro. Teve mais o dito Jorge da Mota, da segunda mulher, cinco filhas: Guiomar da Cruz, Maria de Santa Clara, Catarina de São João, Ana de São Miguel, Úrsula de Jesus, todas freiras professas, de grande religião e virtude, no convento de Santo André de Vila Franca, onde serviram e servem os melhores cargos; e Guiomar da Cruz foi também abadessa no mosteiro de Santo André, da cidade da Ponta Delgada. Houve mais Jorge da Mota, de sua mulher Bartoleza da Costa, uma filha chamada Clara da Fonseca, que casou primeiro com Manuel Lopes Falcão, filho de António Lopes, da Relva, de quem houve um filho, por nome Manuel Botelho, agora casado na Ribeira Grande com Maria Correia, filha de Sebastião Jorge Formigo e de Joana Tavares; e uma filha, freira professa no mosteiro de Vila Franca, chamada Maria de São Bento. E, falecido Manuel Lopes, casou Clara da Fonseca com António Pacheco, fidalgo, cidadão de Vila Franca, filho de Mateus Vaz Pacheco, de Porto Formoso, de que houve alguns filhos.
Houve mais João de Arruda da Costa duas filhas, freiras professas no mosteiro de Vila Franca, chamadas Isabel do Espírito Santo e Maria da Trindade, de muita virtude e grande exemplo na religião, pelo que serviram de abadessas e vigairas muitas vezes. Teve também João de Arruda da Costa uma filha, chamada Breatiz da Costa, que casou com Manuel do Porto, cidadão da cidade do Porto, homem muito honrado, prudente, discreto e rico, da qual houve estes filhos: o primeiro João de Arruda da Costa, que casou com Maria Mendes, filha de António Mendes Pereira, dos Mendes e Pereiras do Reino, de que tem muitos filhos e filhas, uma das quais, chamada Catarina Favela, casou com Cristovão Paym, fidalgo dos Payns, da Vila da Praia da ilha Terceira , o segundo, Manuel da Costa, letrado em Cânones, bom sacerdote e religioso na Companhia de Jesus. O terceiro, chamado Bertolameu Favela, que casou na ilha Terceira com Justa Neta, filha de João Álvares Neto, fidalgo e grande cavaleiro, que andou muitos anos em África, quando lá estava Vasque Annes Cortereal, e foi muito tempo provedor-mor das armadas e das naus da Índia, Mina e Guiné, da dita ilha, arrecadando, sendo almoxarife, todos os rendimentos dela para Sua Alteza, e foi homem de muita valia antre todos os que, em seu tempo, foram naquela terra. Houve Bertolameu Favela, de sua mulher, um filho que faleceu moço; o qual Bertolameu Favela, neto de João de Arruda da Costa e bisneto de João Gonçalves Botelho e trisneto de Pero Botelho, comendador-mor que foi de Cristo, no Reino de Portugal, como descendente de tais pessoas, por serviço de Deus e de el-Rei, e por satisfazer à obrigação de sua nobreza, andando pelejando a armada de el-Rei de Portugal, de que era capitão Pero Correia de Lacerda, fidalgo de sua casa, contra três navios ingreses de cossairos , que andavam entre São Jorge e a ilha Terceira, se ajuntou de seu próprio moto João Betencor de Vasconcelos e Aires Jácome Correia, fidalgos da casa de el-Rei, e tomando um batel de pescar, muito pequeno, em que não cabiam mais que os remadores e eles, com um Gaspar Estácio, cidadão e nobre da Terceira, se foram todos quatro acudir à dita armada, por saberem não ter gente para se defender, como era necessário; e por serem dos primeiros que chegassem, partiram assim em barco tão pequeno, no qual, por ser o mar tão grosso, correram risco de se perderem por mais que de terra eram chamados por muita gente de cavalo que se tornassem por não perecerem: e eles, estimando mais sua honra que sua vida, sem querer tornar atrás, seguiram seu caminho adiante, onde quase milagrosamente foram ter com a armada, sem a verem, nem aos imigos que contra ela eram, porque havia tanta briga e guerra antre eles que não enxergavam navio algum com a grande fumaça das muitas bombardas, que uns aos outros atiravam. Os quais, por antre estes perigos e obscuridade, foram ter com o capitão-mor, passando muito risco do mar e da artelharia, e chegando às dez horas do dia entraram no galeão, onde se ofereceram todos quatro ao capitão para serviço de seu Deus e de seu Rei, começando logo a ajudar e pelejar com seus arcabuzes, ajudando a assestar a artelharia, animando aos soldados, dizendo-lhe que de terra vinham muitos arcabuzeiros em seu favor. Passado aquele dia, em que pelejaram varonilmente até noite, chegaram em anoitecendo vinte arcabuzeiros de terra e com eles dentro guerrearam continuamente com os imigos três dias e três noites, sem nunca descansarem; e por trazerem mais atormentados os contrários, deixavam a artelharia atacada de dia, para de noite a disparar neles; no dia que chegaram, mataram dos cossairos vinte seis ou vinte sete homens e depois lhe tomaram um dos navios, com muita artelharia e alguma mercadoria. Os quais contrários se não tomaram todos por falta de pólvora na armada, que se gastou toda naqueles três dias e três noites, em que lhe atiraram quase quinhentos pelouros. E não foram abalroados os ditos imigos, por o galeão de Portugal ser só e eles três, que as duas caravelas de el-Rei não quiseram abalroar, pelo qual foram bem castigados no Regno; e se não foram os ditos Bertolameu Favela, João de Betencor, Aires Jácome Correia e Gaspar Estácio, muito risco correra a armada de el-Rei. E muitas vezes, sucedendo fazer-se a armada na ilha Terceira e nesta de S. Miguel contra cossairos, que sempre a elas vêm, vão nelas o dito Bertolameu Favela da Costa e os outros acima ditos que, por se pôrem a este perigo e a outros muitos, escreveu el-Rei a cada um deles duas cartas de muitos agradecimentos e honras, em que lhe prometeu fazer-lhe muitas mercês e encomendando-lhe sempre o seu serviço em tais sucessos.
Houve também Manuel do Porto o quarto filho, chamado Francisco da Costa, que casou com Caterina Ferros, dos Ferreiras, de que não houve filhos, e faleceu vindo do Cabo Verde.
Teve mais Manuel do Porto, de sua mulher Breatiz da Costa, duas filhas, Margarida da Costa e Maria de S. Pedro, freiras no mosteiro de Vila Franca; e outra filha, chamada Breatiz da Costa, mulher que foi de Francisco de Melo Machado, fidalgo muito honrado, filho de Bertolameu Godinho Machado e de Filipa de Melo, fidalgos, e não tiveram mais que uma filha, que faleceu. E, falecendo Francisco de Melo, casou ela com João Lopes Moniz, filho de Adão Lopes e neto de João Moniz, e faleceu sem haver dela filhos.
Jorge da Mota, genro de João de Arruda da Costa, foi primeiro casado com outra mulher, de que houve alguns filhos, como direi na geração dos Cordeiros.
As armas dos Costas são um escudo com um campo de vermelho, com seis costas de prata em faixa, em duas palas, e algumas têm por diferença uma flor de liz de ouro; elmo de prata aberto, guarnecido de ouro, paquife de prata e vermelho, e timbre duas costas em aspa.