Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

No tempo do Capitão Rui Gonçalves da Câmara, segundo do nome, veio a esta ilha de S.
Miguel Lope Anes de Araújo, de Viana, na era de mil e quinhentos e seis anos, pouco mais ou menos, rico e abastado e dos principais de Viana, donde era natural, e o mesmo foi nesta ilha.
Casou com Guiomar Roiz, filha de Rui Vaz Medeiros e de sua mulher Mécia Gonçalves. Teve filhas: Maria de Araújo, Inês Gonçalves, Lianor do Paraíso, Ana da Madre de Deus, Guiomar de Santiago, freiras no mosteiro de Santo André, de Vila Franca, e Breatiz de Medeiros; filhos: Matias Lopes, Miguel Lopes, Hierónimo de Araújo.
Maria de Araújo Pereira, filha de Lopeanes, o Velho, casou com António Furtado, cidadão de Vila Franca, filho de Rui Martins e de Maria Roiz; teve filhos: Rui Martins, clérigo, já defunto, Lopeanes Furtado, também cidadão de Vila Franca; Manuel Furtado, que faleceu solteiro; filhas: Lianor de Medeiros, Jordoa Botelha, Maria de Araújo e duas falecidas no mosteiro da dita vila. Lopeanes Furtado, filho de António Furtado, casou a primeira vez com Maria Jácome, filha de Manuel Vaz; faleceu ela sem ter filhos. Casou segunda vez com Inês Correia, filha de Gaspar Correia, juiz dos órfãos que foi na cidade da Ponta Delgada; tem dois filhos e uma filha.
Lianor de Medeiros casou com Fernão Vaz Pacheco, filho de Belchior Dias, de Porto Fermoso, de que tem filhos e filhas. Jordoa Botelha casou com Custódio Pacheco, de que tem filhos e filhas. Maria de Araújo, filha de António Furtado, casou com Pero de Freitas, filho de Pero de Freitas e de Briolanja Manuel; tem filhos e filhas.
Inês Gonçalves, segunda filha de Lopeanes de Araújo, o Velho, casou com Gaspar Pires, o Preto; não teve filhos.
Breatiz de Medeiros, terceira filha de Lopeanes, o Velho, casou com João da Mota, cidadão de Vila Franca, filho de Jorge da Mota; teve filhos, João de Medeiros, Miguel Botelho, António da Costa, Jorge da Mota, Hierónimo de Araújo, clérigo, Matias da Mota, falecidos três. João de Medeiros, primeiro filho de João da Mota e de Breatiz de Medeiros, casou com Caterina da Costa, filha de Luís Fernandes da Costa; teve duas filhas. Miguel Botelho, segundo filho de João da Mota, casou com Solanda Cordeira, filha de João Roiz Cordeiro.
Matias Lopes de Araújo, primeiro filho macho de Lopeanes de Araújo, o Velho, casou com Eva Francisca, filha de Francisco Fernandes, de que não houve filhos; foi homem magnífico de condição, muito abastado e de grande casa, de muitos hóspedes e grande cavaleiro.
Miguel Lopes de Araújo casou com Catarina Luís, filha de Gaspar Pires, o Velho. Teve filhos: António de Araújo, discreto e bom sacerdote, vigairo na vila da Água do Pau, Manuel de Medeiros, solteiro, e Francisco de Araújo, casado em Lisboa; filhas: Ana de Medeiros e Maria de Medeiros. Ana de Medeiros casou com Gaspar Dias, nobre e rico mercador , filho de Manuel Dias , tem filhos e filhas; e Gaspar Dias serviu os nobres carregos desta ilha .
Maria de Medeiros casou com Manuel Rebelo, filho de Baltesar Rebelo; tem uma filha.
Hierónimo de Araújo, homem de grandes espritos, casou com Ana Pacheca, filha de Manuel Vaz Pacheco. Teve filhas: Isabel de Medeiros, casada com Paulo Gago da Câmara, filho de Rui Gago da Câmara; filhos, Francisco de Araújo, António de Araújo, e Gaspar de Araújo, ainda solteiros. Todos estes filhos e descendentes de Lopeanes são valentes de suas pessoas e homens de grandes espritos. E as filhas são de muita prudência e virtude.
Teve Lope Anes, o Velho, outra filha, chamada Francisca de Medeiros, que casou com João Gonçalves, o Bacharel, homem de muitas letras e conselho, de que teve um filho, chamado Hierónimo Gonçalves de Araújo , que casou com uma filha de Francisco Ramalho, sobrinho do dito Bacharel, que vieram a esta ilha da serra de Amarão, onde está o mosteiro e casa de S.
Gonçalo de Amarante, de grande romagem.
Foi este Lope Anes de Araújo, de grandiosa condição, teve grande casa, muito abastada e de muita lavrança, discreto, prudente, conversável, amigo dos nobres, entre os quais tinha tanta autoridade que o Capitão Rui Gonçalves da Câmara, terceiro do nome, o mandou a Portugal a fazer conta do que devia ao mosteiro, onde seu irmão Rui de Melo fora frade professo. E Barão Jácome Correia, por ele ser tanto seu amigo e homem tão grave, lhe rogou que fosse à ilha Terceira a receber a mulher em seu nome, o que ele fez, como se dele esperava, porque com sua pessoa autorizava as coisas e acudia a fazer amizades e concórdias em quaisquer discórdias que antre partes havia na terra, e tudo acabava e punha em paz, com muita discrição que tinha e com a gravidade e autoridade de sua pessoa; e por ser homem de quem se tinha grande confiança e fazer tudo bem feito, como foram as coisas do Capitão, em Portugal, e quando tornou, recebeu dele muitas honras e boas obras e sempre o teve em muita estima, porque era ele para isso, como foram depois e são seus filhos e netos.
E o mesmo Lope Anes se diz que foi casar a Pero Soares, Capitão da ilha de Santa Maria, à ilha da Madeira.
Têm estes fidalgos desta progénia dos Lopos ou Lobos as armas dos Araújos e Lobos.