Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

Pero Vaz Marinheiro, homem nobre e poderoso, chamado assim porque mandou fazer naus e navios nesta ilha, e morava junto da Praça da cidade da Ponta Delgada, defronte da cadeia.
Teve estes filhos, Diogo Vaz, Duarte Vaz, João Vaz, Vultão Vaz. E filhas, Violante Pires, Catarina Pires e Grimaneza Pires. Diogo Vaz casou com Constança Afonso, irmã de Domingos Afonso, cavaleiro da ordem de Santiago, de que teve estes filhos: Breatiz Calva, Sebastião Vaz, Eva Vaz, Isabel Dias, mulher que foi de Lopo Cabral de Melo, e Isabel Vaz. Breatiz Calva casou com Gonçalo Castanho, homem nobre, natural de Viseu, escrivão na cidade da Ponta Delgada, sendo ainda vila, de que houve um filho, chamado Pero Castanho, homem valente, de grandes espritos, que casou com Briolanja Cabral, filha de Amador Travassos, da qual, afora os defuntos, houve estes filhos, sc., uma filha, chamada Francisca Cabral, que casou com o doutor Cristóvão de Mariz, que foi provedor dos Resíduos nesta ilha e depois corregedor em Ponte de Lima, e um filho, chamado Amador Travassos, estudante legista em Coimbra; e uma filha, chamada Breatiz Castanha, que casou com António Borges, filho de Baltesar Rebelo e de Guiomar Borges.
Vultão Vaz houve filhos e filhas, que se chamaram as Vultoas. Outro filho de Pero Vaz Marinheiro, chamado Pero Vaz, como seu pai, foi lealdador-mor dos pastéis, muito tempo, nesta ilha; casou com uma irmã de João Fernandes Paiva, de que houve os filhos ditos na geração dos Paivas. Outro filho, João Vaz, casou com Margarida Pires, do Algarve, de que houve filhos e filhas. Do outro, Duarte Vaz, direi adiante, e de Isabel Vaz, filha de Diogo Vaz.
João Alvres do Olho, homem nobre, que veio de Portugal, de sua primeira mulher, Violante Velha, filha de Pero Velho, teve os filhos que já disse na geração dos Velhos, sc., Álvaro Velho, Rui Velho, André Travassos e Pero Velho, e uma filha que casou com Pero da Costa. Casou este João Alvres do Olho, segunda vez, com Breatiz Alvres, filha de Pero Vaz Marinheiro, de que houve estes filhos: o primeiro, Manuel Alvres; a segunda, Breatiz Alvres; a terceira, Isabel Alvres, mulher que foi de Belchior Baldaia; a quarta, Caterina Alvres; a quinta, Bartolesa Fernandes; o sexto, Duarte Vaz.
O primeiro filho, chamado Manuel Alvres, casou com Constança Gonçalves, de que houve a João Alvres, bom sacerdote, que primeiro foi beneficiado na igreja de S. Sebastião, da cidade da Ponta Delgada e agora é cura no lugar dos Fenais. Houve mais Manuel Alvres a Maria Alvres, que casou com Rui Vaz Medeiros. E Rui Gonçalves, casado com Juliana Roiz, filha de Mestre Pedro.
Breatiz Alvres, filha de João Alvres do Olho, faleceu solteira. Catarina Alvres casou com um Fuão Ferreira. Bartolesa Fernandes casou com um filho de Lourençaires. E Duarte Vaz é ainda solteiro; dos quais logo tornarei a dizer outras particularidades que dizem.
Estêvão Travassos, filho de Pero Velho, que fez a ermida dos Remédios, e irmão de Gonçalo Velho, sogro de Jorge Nunes Botelho, casou com Catarina Gonçalves, filha de Gonçaleanes e de Catarina Afonso, naturais da cidade do Porto, o qual Gonçalo Anes e Catarina Afonso, tiveram filhos: a escrivoa velha, mulher de João Roiz, que foi escrivão da Câmara da cidade da Ponta Delgada, pai de Belchior Roiz, também escrivão da Câmara nela; e a mulher que foi de Pero Jorge, pai de Hierónimo Jorge, chamada Caterina Jorge; e outra filha que foi casada com Fernão da Costa. Teve mais o dito Gonçaleanes e Catarina Afonso um filho chamado Pero da Ponte, pai de Ciprião da Ponte, que casou na Ribeira Grande, primeira vez, com Maria Tavares, filha de João Tavares, de que houve uma filha, freira no mosteiro da dita vila; e casou segunda vez com Maria Ferreira, filha de Pero de Paiva e de Francisca Ferreira, de que tem filhos.
Duarte Vaz, de que atrás disse que diria, filho de Pero Vaz Marinheiro, casou com Maria Fernandes, framenga, de que houve três filhos sc., Breatiz Alvres, Margarida Alvres e Isabel Vaz. Breatiz Alvres casou com João Alvres, viúvo, chamado do Olho, por ter um olho com um jeito ou belida , de que houve filhos: Manuel Alvres, pai de João Alvres, cura dos Fenais; e João Alvres, que faleceu solteiro; e Duarte Vaz; e filhas: Margarida Alvres, que casou com João Cabral, que morava a Santa Clara, de que houve um filho, chamado Hierónimo Cabral, que agora é alcaide na vila da Ribeira Grande. E casou segunda vez com Bento Mendes, de que houve uma filha, ainda solteira. A segunda filha de João Alvres do Olho e de Breatiz Alvres, sua mulher, se chamou Maria Alvres e foi casada com Pero da Costa, de que houve uma filha, que é freira no mosteiro de Vila Franca. A terceira filha de João Alvres do Olho se chamava Isabel Alvres que casou com Belchior Baldaia, de que houve um filho, chamado João Baldaia, e duas filhas, sc., Isabel Baldaia, que casou com Baltesar Raposo, filho de João Fernandes, alcaide, e outra, chamada Maria Baldaia, que casou com Gaspar de Viveiros, morgado, filho de Hierónimo Jorge, de que teve filhas. A quarta filha de João Alvres do Olho, chamada Caterina Alvres casou com Manuel da Costa, de Santo António, de que houve filhos, e depois casou segunda vez com um filho de Diogo Afonso, como já contei na geração dos Velhos, dos quais houve alguns filhos e filhas.
A segunda filha de João Alvres do Olho, chamada Bartoleza Fernandes, casou com Gaspar Correia, filho de Lourençayres Rodovalho, juiz dos órfãos na cidade da Ponta Delgada, de que não houve filhos.
A segunda filha de Pero Vaz Marinheiro , chamada Margarida Alvres, casou com Álvaro Velho, de que houve filhos, Gaspar Velho, Baltesar Velho, Sebastião Velho, João Cabral; e filhas, Violante Velha e Maria Fernandes. Gaspar Velho casou com Maria Pais, filha de João Paes, almoxarife nesta ilha, de que houve filhos e filhas. Baltesar Velho e Sebastião Velho não casaram.
João Cabral casou com uma filha de João Roiz, dos Mosteiros. Violante Velha, filha de Álvaro Velho, casou com João Fernandes, filho de Duarte Fernandes, do lugar de Rabo de Peixe, de que houve um filho e duas filhas. Maria Fernandes, filha de Álvaro Velho, casou com Sebastião Gonçalves, feitor, morador na Relva, de que não tem filhos.
Isabel Vaz, terceira filha de Duarte Vaz, filho de Pero Vaz Marinheiro, casou com Lopo Dias, filho de Lopo Dias, da Praia, e de Maria Dias, de que houve filhos, Belchior Dias e Lopo Dias, solteiros, e outros que faleceram; e filhas, Breatiz Lopes, Maria Dias, Lianor Dias e outra que faleceu. A primeira filha de Lopo Dias e de Isabel Vaz, sua mulher, chamada Breatiz Lopes, casou com João Serrão, de que houve filhos, Miguel Serrão, Manuel Serrão, e filhas Catarina de Nabais, Isabel Serrã, e outros que faleceram, os quais foram casados e tiveram filhos e filhas, como já tenho contado na geração dos Novaes e Quentaes. Maria Dias, filha de Lopo Dias e de Isabel Vaz, casou com Frutuoso Dias, viúvo, de que houve filhos, João Dias e Manuel Dias, solteiros; e uma filha, chamada Maria Dias, que casou com Gaspar Fernandes, filho de António Fernandes, da Relva, e de Ana Esteves, de que tem filhos e filhas. Lianor Dias, terceira filha de Lopo Dias e de Isabel Vaz, casou com António Jorge, escrivão dos Resíduos, filho de um adaíl que foi em África e de Breatiz Gonçalves, de que houve filhos e filhas.
Violante Pires, primeira filha de Pero Vaz Marinheiro, casou com Bartolomeu Afonso Pereira, de alcunha o Rato, de que teve filhos, Duarte Afonso, Belchior Afonso e Baltesar Afonso, além de outros catorze, todos machos, que faleceram. Duarte Afonso casou com Maria Roiz, cujos filhos faleceram. Pedro Afonso Pereira, filho de Bertolameu Afonso, foi casado com Guiomar Fernandes, de que houve um filho, chamado Bertolameu Afonso, casado com Ana Velha, filha de Diogo Velho, e um filho que está na Índia, e outros que faleceram, e uma filha, chamada Isabel Pires, que casou com Amador da Costa, filho de Francisco de Arruda da Costa e de Francisca de Viveiros, de que tem filhos e filhas, duas delas freiras no mosteiro de Santo André, em Vila Franca. E outra filha de Pedro Afonso, chamada Briolanja Afonso, casou com Sebastião Velho, filho de Rui Velho e de Guiomar de Teves, de que tem filhos.
Catarina Pires, segunda filha de Pero Vaz Marinheiro, foi casada com João Roiz Badilha, de que teve filhos, Ambrósio Castanho, Francisco Roiz, João Roiz; e filhas, Isabel Castanha, Maria Roiz, Lianor Dias, e Breatiz Castanha, que faleceu solteira. Casou Ambrósio Castanho com Breatiz Ferreira, filha de Álvaro Pires e de Lianor Dias, de que houve filhos e filhas. Pero Roiz casou com uma Fuã Dornelas. João Fernandes casou com uma sobrinha de mestre Gaspar, chamada Ginebra da Costa. Isabel Castanha casou com Pedralvres Benavides, alcaide, de que houve um filho que faleceu solteiro, chamado Gaspar Roiz, e duas filhas, Breatiz Roiz e Solanda Roiz. A Breatiz Roiz casou com Amador de Teves, filho de Pero de Teve e de Fuã de Mezas, de que houve filhos, Gaspar de Teves que casou com uma filha de Manuel Machado e de Lianor Ferreira, de que tem filhos e filhas. A segunda filha de Pedralvres Benavides, alcaide, se chama Solanda Roiz, casou com Cristóvão Cordeiro, filho de Sebastião Rodrigues Panchina e de sua mulher, da qual houve filhos e filhas, que disse na geração dos Cordeiros.
Maria Roiz, segunda filha de João Roiz Badilha, casou com João Fernandes Orelhudo, de Santa Clara, de que houve filhos e filhas. O primeiro, Manuel Fernandes, casou com uma Travassos , de que tem um filho. O segundo filho de João Fernandes, chamado João Roiz, casou com uma filha de João Soares, o Velho, dos Mosteiros, de que tem filhos e filhas. E outro filho sacerdote, que faleceu. A primeira filha de João Fernandes e de Maria Roiz Castanha se chama Maria Castanha, casou com António da Costa, de Santo António, de que tem filhos e filhas, uma das quais foi casada com Domingos Fernandes Cafatim. A segunda filha de João Fernandes e de Maria Roiz, chamada Isabel Castanha, casou com Luís Rebelo, filho de Simão Roiz Rebelo e de Joana Botelha, de que tem filhos e filhas. Tem mais João Fernandes outra filha, solteira, chamada Lianor Fernandes.
Lianor Dias, terceira filha de João Roiz Badilha, casou com Francisco Preto, de que houve dois filhos que faleceram.
Grimaneza Pires, terceira filha de Pero Vaz Marinheiro, casou com Estêvão Roiz de Alpoem, escrivão dos órfãos na cidade da Ponta Delgada, de que houve filhos, Rui de Alpoem e Margarida de Alpoem, afora outros que faleceram. Rui de Alpoem casou com Isabel Lopes, de que tem filhos e filhas. Margarida de Alpoem casou com Hector Roiz , filho de Guiomar Alvres, irmã de Pedralvres, alcaide e não pude saber o nome de seu marido: de que teve um filho, chamado Gaspar de Alpoem, que casou com uma filha do licenciado Francisco Gavião.
Outra filha teve Diogo Vaz, filho de Pero Vaz Marinheiro, chamada Isabel Vaz, atrás nomeada, que casou com Miguel Martins, muito valente homem, natural da ilha da Madeira, de que houve estes filhos: João Martins, Miguel Martins, Francisco Martins, Joana Martins e Caterina Martins, mulher que foi de João Alvres Examinado, morador na vila da Alagoa, e Maria Martins, mulher que foi de João Lourenço, chamado Tição, escrivão dos Resíduos nesta ilha; e todos tiveram filhos e filhas e descendentes muito honrados.