Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

Deixando aparte os corregedores que vieram a esta ilha com alçada, de que tratarei quando disser algumas coisas da ilha Terceira, cabeça do Bispado de Angra, onde eles principalmente residem, direi agora de alguns oficiais da justiça eclesiástica e secular e de outros cargos que houve nesta ilha de S. Miguel, segundo pude saber, ainda que não todos.
Antes do dilúvio de Vila Franca do Campo, na era de mil e quinhentos e seis, foi ouvidor do eclesiástico em toda esta ilha de S. Miguel um Frei Bartolomeu; o segundo, Frei João, vigairo de Água do Pau, na era de quinze; depois foi ouvidor o vigairo de Vila Franca, Frei Simão Godinho, que no dito dilúvio faleceu na mesma vila. E não pude saber de outros alguns que dantes deles fossem. O quarto, Frei Marcos, vigairo e ouvidor na dita vila; o quinto, o abade de Moreira, irmão de Fernão de Anes, do lugar de Rabo de Peixe, pai do licenciado Bartolomeu de Frias; o sexto, Pero Garcia, vigairo dos Fenais, termo da cidade da Ponta Delgada; o sétimo, Frei Manuel Pereira, vigairo da vila da Ribeira Grande, o qual teve muitos anos este cargo e outros de visitador e ouvidor dos agravos; o oitavo, João de Contreiras, vigairo da igreja de S. Pedro da cidade da Ponta Delgada; o nono, o cónego Francisco Álvares; o décimo, o bacharel Ascêncio Gonçalves, vigairo que foi de Santa Clara da cidade da Ponta Delgada, e agora, de S. Pedro da Ribeira Seca, termo da vila da Ribeira Grande; o undécimo, o licenciado Luís de Figueiredo de Lemos, sendo vigairo de S. Pedro da cidade, e depois foi daião da Sé de Angra, vigairo geral e governador deste Bispado, e agora é Bispo do Funchal; o duodécimo, o licenciado Berardo Leite de Sequeira; o décimo tércio, o licenciado Timóteo Roiz Teixeira; o décimo quarto, o bacharel Ascêncio Gonçalves, acima dito.
O primeiro ouvidor do secular, por el-Rei e pelo Capitão desta ilha, foi Gonçalo Vaz, o Grande; o segundo, Gonçalo Álvares; o terceiro, Antão Pacheco, que faleceu no dilúvio de Vila Franca, e era pai de Pedro Pacheco; o quarto, Fernão do Quental; o quinto, o licenciado Diogo de Vasconcelos, natural desta ilha ; o sexto, o licenciado João de Teve; o sétimo, Jorge Nunes Botelho; o octavo, João Pardo; e daqui por diante vieram letrados de fora: o nono, o licenciado André Fernandes; o décimo, o licenciado Manuel Nunes Ribeiro, o undécimo, o licenciado Jorge Correia Fafes; o duodécimo, o licenciado Luís da Rocha Portocarreiro; o décimo tércio, o licenciado Francisco Pires Picão; o décimo quarto, o licenciado Gonçalo Nunes Dares ; o décimo quinto, o licenciado Diogo Salgado; o décimo sexto, em sua vagante, o licenciado Luís Leite; o décimo sétimo, o doutor Cristóvão de Almeida; o décimo octavo, o licenciado António Barreto Teixeira; o décimo nono, o licenciado Bartolomeu de Frias, natural desta ilha. O primeiro meirinho dos ouvidores foi Sebastião Cardoso; o segundo, João Lopes; o terceiro, Manuel de Medeiros; o quarto, Manuel Pavão; o quinto, Vasco Caldeira, cavaleiro, fidalgo, do hábito de Santiago, que agora tem o cargo.
O primeiro juiz de fora, que veio a esta ilha, foi o licenciado Lourenço Correia; o segundo, o licenciado Rodrigo Afonso Azinheiro; o terceiro, o licenciado João Usademar, que esteve nesta ilha perto de sete anos; o quarto, o licenciado Gaspar Leitão, que esteve nesta terra mais de cinco anos; o quinto, o licenciado Cristóvão Soares de Albergaria, que depois foi corregedor e agora tem o mesmo cargo na ilha Terceira e mais ilhas dos Açores; o sexto, o doctor Gil Eanes da Silveira; o sétimo, o licenciado Cristóvão da Costa Feio.
O primeiro juiz do mar e juntamente contador foi Diogo Nunes Botelho; o segundo, o licenciado Lourenço Correia, que também era juiz de fora; o terceiro, o licenciado Gonçalo Nunes Dares; o quarto, Francisco de Arruda da Costa; o quinto, Manuel Cordeiro de Sampaio, que agora tem o cargo.
Não falando nos corregedores que foram contadores, como foi o doctor Francisco Toscano, o primeiro contador que eu sei ser muitos anos nesta ilha e em todas as dos Açores foi Martim Vaz Bulhão; o segundo, António Borges de Gamboa; o terceiro, Diogo Nunes Botelho; o quarto, o licenciado Lourenço Correia, que serviu de juiz de fora e contador; o quinto, o licenciado Gonçalo Nunes de Arez, que serviu de juiz do mar e contador; o sexto, Francisco de Mares , que foi juiz do mar e contador; o sétimo, Manuel Botelho Cabral, filho de Jorge Nunes Botelho, que agora está servindo a el-Rei na Índia; o octavo, Francisco Mendes Pereira; o nono, Paulo da Ponte, da ilustre progénie dos Pontes de Vila Franca do Campo, de grande entendimento, rara discrição e prudência.
O primeiro juiz dos resíduos que houve nesta ilha, de que me acordo, foi o licenciado Diogo de Vasconcelos; o segundo, o bacharel Diogo Pereira; o terceiro, Gomes Freire, criado de el-Rei, que Ihe fez mercê do ofício de chançarel-mor em todas estas ilhas, andando na correição com o corregedor António de Macedo, que então servia, com os que pelo tempo adiante fossem; ao qual Gomes Freire fez também el-Rei mercê do ofício de juiz dos resíduos e provedor dos órfãos, espritais e albergarias, segundo dantes o tinha e possuía o bacharel Diogo Pereira; o quarto, Estêvão de Oliveira; o quinto, André Gonçalves de Sampaio, chamado o Congro; o sexto, Nuno Gonçalves Botelho; o sétimo, o licenciado Francisco de Maris, e, dantes e depois, os corregedores da comarca e o licenciado Gaspar Leitão, juiz que foi de fora na cidade e o licenciado Cristóvão Soares de Albergaria, e o doutor Gil Eanes da Silveira, e o licenciado Cristóvão da Costa Feio, juiz de fora na cidade da Ponta Delgada. Escrivães: João Lourenço Tição, Gaspar Gonçalves, Gonçalo Mourato, António Jorge, Manuel Serrão, Miguel Serrão e Manuel Nunes.
O primeiro juiz dos órfãos de Vila Franca do Campo, e em toda esta ilha de S. Miguel, foi Lopo Anes de Araújo, desde a era de mil e quinhentos e vinte até à de mil e quinhentos e trinta e três, pouco mais ou menos. E então foi o segundo juiz, por mercê de el-Rei, Salvador Afonso Pimentel. Depois sucedeu seu filho, Manuel Afonso Caramazel, terceiro juiz. O quarto foi o licenciado António Monteiro.
O primeiro juiz dos órfãos na cidade da Ponta Delgada, sendo ainda vila, foi Gonçalo do Rego, cidadão da cidade do Porto, pai de Gaspar do Rego; o segundo Lourençayres Rodovalho, cidadão da cidade da Ponta Delgada; o terceiro, seu filho Gaspar Correia Rodovalho; o quarto, Pero Camelo, fidalgo, que agora tem o cargo.
O primeiro que me lembra ter o cargo de juiz dos órfãos na vila da Ribeira Grande foi Simão Lopes de Almeida, na era de mil e quinhentos e vinte e nove, sendo corregedor o licenciado Domingos Garcia, por cujo mandado se fez; o segundo, Bartolomeu Lopes de Almeida, seu irmão; o terceiro, Lopo Dias Homem; o quarto, Duarte Privado.
O primeiro memposteiro dos cativos, que houve nesta ilha foi um Luís Vaz Maldonado, pai da Tarfoza , a Velha, que viveu na vila da Ponta Delgada, e teve o cargo o ano de quinze e o de dezasseis; o segundo, Gonçalo Vaz, pai de André Gonçalves de Sampaio, chamado o Congro, o qual serviu até o dia da subversão de Vila Franca do Campo; o terceiro, Pero Camelo Pereira; o quarto, seu irmão, Gaspar Camelo, que serviu na era de mil e quinhentos e trinta e dois e trinta e três, até que faleceu; o quinto, Belchior Vieira, da ilha de Santa Maria, que aqui proveu o corregedor e doctor Francisco Toscano; o sexto, André Gonçalves de Sampaio, chamado o Congro; o sétimo, João Roiz Camelo; o octavo, Mateus Vaz Pacheco, de Porto Formoso; o nono, Álvaro Martins; o décimo, António Lopes de Faria; o undécimo, Cristóvão Cordeiro; o duodécimo, o licenciado António de Frias, que agora tem o cargo. Os escrivães deste tempo foram; João Lourenço Tição, João de Aveiro e Manuel Martins, seu filho.
A bula dos cativos foi concedida pelo Santo Padre no ano de mil e quinhentos e quinze.
O primeiro lealdador dos pastéis foi Govarte Luís, que faleceu no dilúvio de Vila Franca, onde morava; o segundo, Pero Vaz, o Ruivo, natural da vila da Ponta Delgada, e começou de servir na era de mil e quinhentos e vinte e dois, vivendo na vila da Ribeira Grande; o terceiro, Francisco Dozouro que foi sargento-mor nesta ilha, o qual o renunciou em Baltasar Rebelo, que por sua renunciação foi o quarto lealdador; o quinto, Hércules Barbosa da Silva, filho de Francisco Barbosa da Silva.
Coudel-mor da cidade da Ponta Delgada é Jorge Camelo da Costa; de Vila Franca do Campo foi primeiro Jorge Furtado, e agora é Leonardo de Sousa, seu filho. E da vila da Ribeira Grande é Rui Gago da Câmara.
Nesta ilha, sempre houve almoxarifes, que recebiam e feitorizavam a fazenda de el-Rei. O primeiro dizem que foi Gonçalo de Teive, e logo um João Roiz, chamado recebedor, em lugar de feitor. Depois, foram muitos que tiveram este cargo do almoxarifado que, por não saber todos, não nomeio algum. Dos feitores direi os que me lembram: o primeiro foi João de Belas; o segundo, Pero Trigueiro; o terceiro, Francisco de Mares ; o quarto, Simão Vieira; o quinto, Simão de Abreu; o sexto, Diogo Lopes de Espinhosa; o sétimo, Jorge Dias; o octavo, Manuel Mousinho de Vasconcelos, dos Mousinhos, fidalgos que no Reino tiveram grandes cargos, um dos quais, chamado Francisco Mousinho, andando por capitão do Rio do Aljôfre na Índia por ter feito muitos danos aos imigos, sendo deles espreitado, por traição o tomaram, e posto dentro em uma bombarda tiraram com ele a seu próprio arraial; o nono, António Ribeiro, do hábito de Aviz.
Luís Mendes Vitória foi alguns anos, nesta ilha, feitor de el-Rei de Castela, e arrecadava os dízimos da fazenda que se vendia aqui, vinda das Antilhas. E o mesmo cargo teve na ilha de Santa Maria, sem haver outro, antes dele nem depois, com este cargo, nestas duas ilhas, até o tempo presente, em que se foi desta terra e se ajuntaram os Reinos em uma só coroa.