Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

Não somente subverteu a terra, que correu, a Vila Franca, onde afogou todos os seus moradores e não escaparam vivos senão os que atrás tenho dito, mas também quebrou terra em outras partes da ilha, onde matou a muitos, como foi na Ponta da Garça, uma légua de Vila Franca para o nascente, além da freguesia, onde se chama as Grotas Fundas; ali quebrou um grande pedaço de terra que levou casas e gado e quanto achou diante e morreram alguns moradores, entre os quais foi um João Afonso, muito rico e de condição com que ninguém podia; todavia pôde a terra com ele; foi este tremor a horas de terça, e, indo fugindo duas mulheres, não puderam escapar, porque as alcançou a corrente da terra, e assim em cima dela, à vista de muitos, as levou ao mar.
A quarta-feira do dilúvio de Vila Franca, a horas de almoço, tornou a tremer a terra muito, e na freguesia da Ponta da Garça, no lugar que se chama as Grotas Fundas, arrebentou outra faldra de outro pico, que se chama o pico da Velha, porque era de uma velha, viúva, mulher que foi de João Afonsinho, e levou a casa da mesma velha e a casa de Afonso Rafael e a casa de Pedro Afonso, em que morreram trinta pessoas, pouco mais ou menos. E Pedro Afonso, saindo-se, foi ter a uma casa, onde morava uma sua filha, e metendo-se dentro com a filha, dizendo: metamo-nos aqui e não vejamos a morte; correu a terra e rodeando a casa, ali ficaram ambos e escaparam vivos.
Neste terramoto, no mesmo lugar, uma filha de Afonso Rafael se viu ir em mangas de camisa, viva, sobre a terra até o mar e desapareceu assim, sem a mais verem.
Logo além das Grotas Fundas, onde se chama o Loural, correu também uma lomba e morreu um Simão de Santarém, rico lavrador que ali vivia, e toda sua família.
Na vila de Água do Pau, que está mais vizinha de Vila Franca, para a parte do ponente, caiu a igreja e muita casaria e morreram nela catorze pessoas. E na Ribeira Chã, entre Vila Franca e Água do Pau, em uma casa que caiu, quatro.
Na cidade da Ponta Delgada, que então era vila, caíram muitas casas e morreram algumas pessoas. O mesmo aconteceu na vila da Lagoa. Na vila da Ribeira Grande não caiu dentro nela senão um pedaço de uma casa; mas na Lomba, de uma banda e da outra, não ficou casa que não caísse, e só uma pessoa morreu no Telhal, que foi um filho de Baltasar Vaz de Sousa, ainda menino, que andava na escola, chamado Nuno.
Na vila do Nordeste, caiu a igreja Matriz de S. Jorge, e quase todas as igrejas desta ilha caíram, e muita casaria em todas as vilas, onde morreram muitas pessoas de que não soube o número. O mesmo estrago foi nos casais que estavam pelo campo e nos lugares ou aldeias, onde não houve casa em que não houvesse perdas e gemidos. E não houve grota nenhuma, assim da parte do sul como do nordeste, por onde não corressem ribeiras de lodo, que os homens nem as bestas podiam passar, porque atolavam nelas; mas deitando em cima paus e tábuas, passavam como por pontes, até que depois secou o lodo e fizeram caminhos.
Levou a terra que corria árvores muito grandes ao mar, paus, pedras, gados e casas, e matou muita gente em muitas partes, movendo-se a terra com grandes abalos, desfechando como trovão com grande ímpeto e fúria, ferindo fogo com tanta força, como pelouro de bombarda, corriam as pedras, matando e desbaratando quanto achavam diante.
Indo do Nordeste, que está ao nascente, para o ponente, está primeiro o pico de D. Inês, mulher que foi do Capitão João Roiz, e após ele, o pico do Barbosa, ambos no limite dos Fenais da Maia. E logo outros dois picos de Luís Fernandes da Costa estão no limite da Maia, que é termo de Vila Franca, da banda do norte, um dos quais está ao levante, outro ao ponente, perto um do outro, sem haver entre eles mais que uma ribeira, que se chama a Ribeira Funda, por ser a mais alta que há da parte do norte; que, ainda que a ribeira da Salga seja também alta e funda, é mais larga, mas a Ribeira Funda é mais estreita, pelo que parece mais funda. Esborralharam-se estes picos e correram, cobriram e alagaram muitas terras de pão até ao mar, junto do qual quebraram muitas rochas que dantes tinham tamujais, azevinhos, urzes e outras árvores; e todas quebraram desde o Nordeste até a vila da Ribeira Grande, ficando as rochas limpas e esbrugadas de todo o arvoredo, como agora estão. Levou a terra, que correu, muito gado e currais ao mar, e os moinhos da Maia, onde estavam dois casais, em que podiam estar nos moinhos e casais até quarenta pessoas, porque dentro nos moinhos estavam somente vinte e duas e escaparam só dois homens, João Luís e Amador Martins, filho de Martim Lourenço. E com o tremor, caindo uma casa, colheu a parede debaixo uma mulher prenha, casada com um calafate, chamada Catarina Afonso, e Ihe fez deitar a criança pelas ilhargas e, arrebentando assim, morreu logo.
Chamavam-se a estes picos, e chamam hoje em dia, picos Escalvados, como agora estão, pela terra que correu deles, e também picos dos Costas, por serem de Luís Fernandes da Costa. Estão no termo da Maia, como já disse, os quais abriram e deitaram de si terra como barro amassado, com a madeira que em si tinham, ficando escalvados; e cobriram quantidade de doze moios de terra ao redor, desde a cumieira da serra até o mar, correndo mais quantidade para a banda do norte e do levante que para o sul, e ainda hoje em dia estão escalvados, sem madeira, somente, com alguma erva, e não tem buraco nem cova alguma, mas correu a capa da terra de cima, como o pico do Rabaçal que correu sobre Vila Franca no mesmo tempo e dia. E na terra corrida nasceu algum mato miúdo, como uveiras, louros e tamujos, mas não nos picos, que ficaram sem o mato que dantes tinham e sem outro algum que depois nascesse.
Também outro pico de grande altura nos Fenais da Maia, chamado o pico do Barbosa, se abriu no cume dele, e correu terra por todas as bandas, não que abrisse boca alguma, senão ficou, ficando em cima somente um taboleiro de largura de dez palmos e de compridão de trinta, como dantes estava; todo o mais ficou esfolado. E correndo, cobriu quantidade de terra lavradia até seis moios, em tanta altura que, depois lavrando a terra, não aparecia a madeira.
Outro pico, chamado da Senhora, por ser de D. Inês, mulher do Capitão João Roiz da Câmara, correndo também, levou muita madeira e cobriu quantidade de dois moios de terra e mato, ficando esfolado da superfície de cima somente, sem ter boca alguma; pelo que se vê claramente que em todo aquele tremor, estes picos e o de Vila Franca não arrebentaram, mas com o tremor sacudiram de si a capa e solo de terra de cima, altura de uma lança, e ficaram naquelas partes que quebraram nus, esfolados e escalvados, como hoje aparecem, onde somente criam algum azevém e alfacinha e alguma erva curta, como trevina e outras ervas que o gado pasta, mas não madeira alguma, como dantes tinham.
Estando os filhos de Luís Fernandes da Costa, da Maia, ao longo da ribeira do Preto, que eram quatro: Luís Fernandes da Costa, Gaspar Homem da Costa, Baltasar da Costa e Francisco da Costa, e com eles um alfaiate, chamado Rabelo jazendo todos em uma cama, dormindo em uma casa térrea, pegada com uma torre sobradada, com medo dos grandes tremores que três dias antes haviam botado fora uma madre, que estava posta por baixo das paredes, como seta ligeira, do solhado e traves da torre, com aquele grande tremor da noite da quarta-feira , caiu a torre sobre o sobrado, estando em cima dele um seu irmão, chamado Belchior da Costa, de idade de dezoito anos, e estando uma imagem de Nossa Senhora dependurada em uma parede da torre, no sobrado, quando a casa caiu em cima dele na cama onde jazia, se achou na rua com a imagem de Nossa Senhora na mão, e assim escapou, com uma ferida somente na maçã do rosto. E o alfaiate Rabelo, com o medo que teve, Ihe deu tão grande tremor que Ihe durou alguns dias, sem poder comer, nem beber, até que por fim faleceu. E os mais que estavam em toda a casa, homens e mulheres, escaparam sem perigo.
Defronte desta casa, da outra banda da ribeira do Preto, que está junto da Ribeira Funda, morava um Sebastião Roiz com Isabel Teixeira, sua mulher, naturais da vila de Guimarães, do Reino de Portugal; e, jazendo na cama, dormindo com dois filhos de pouca idade entre si, vindo aquele grande tremor com que arrebentou a terra em um monte ali perto, partiu a casa pelo meio e caindo um tirante sobre o pai e mãe e filhos, os tomou pelas cabeças e ali os pisou e matou, passando a terra por cima deles; e assim os acharam deitados na cama mortos e a trave em cima. E toda a benfeitoria da casa foi na volta da terra, caminho do mar, ficando só um pedaço em pé, onde escaparam um seu genro e sobrinho, chamados Pedro Afonso e Manuel Martins, e também um filho do mesmo Sebastião Roiz, chamado Hierónimo. Pegado com a casa, ficou tamanho espaço como seis ou sete varas de medir terra, que se não cobriu da enchente, onde escaparam quatro bois sem perigo.
Na mesma noite, dentro no lugar da Maia se pegou fogo em uma casa de um João Lopes, pescador de batel, onde estavam dois mil réis em tostões, atados em um pano, em um escaninho de uma caixa, que se acharam ao outro dia derretidos, feitos uma pasta. Este lugar da Maia está sujeito a três montes e alturas de terra muito grandes, convém a saber, ao pico do Barbeiro, e à lomba do Funchal, e a um monte a cujo pé nasce a fonte das Pombas, chamada assim por virem muitas de diversos lugares a beber nela, de que se serve o dito lugar. E nenhum deles correu, pela misericórdia de Deus.
Mas outra terra arriba, muito longe deles, contra a serra, e muito chã, arrebentou e correu pela grota que vai ao longo do lugar até dar no mar, sem perigar casa, nem pessoa.
Foi tanto o lodo e terra branda e mole, como lama, que deste dilúvio correu, que não ficou caminho nem herdade por onde se pudessem servir, nem andar. Estava ali um curral, ao longo da ribeira de Lopo Dias, avô de Lopo Dias Homem, da vila da Ribeira Grande, onde estavam quarenta vacas paridas, com outro muito gado, para as ordenharem o dia seguinte; todas foram alagadas e afogadas da enchente da terra com todo o outro gado, sem mais aparecer alguma.
No tempo da desolação de Vila Franca, se alevantou na Chada Pequena um redemoinho de vento tão grande que se deitavam as pessoas no chão, por o vento as não levar; e levou duas mulheres, uma, filha de uma Branca Gonçalves, que chamavam Marqueza, e outra, de uma sua vizinha. E vendo-as muitos ir pelo ar, caíram no mar e nunca mais apareceram.
Uma mulher, mãe de uma Leonor de Proença, que morava na Maia, ficou debaixo da terra com um frade, seu filho, sacerdote de missa, alguns dizem que cinco dias, onde o filho confessou a mãe e esforçou, dizendo que o coração Ihe dizia que haviam de sair dali, e assim foi, porque no fim dos cinco dias, cavando naquele lugar, os tiraram e viveram depois muitos anos.
Um Gaspar Homem da Costa, filho de Luís Fernandes da Costa, um dia de Reis, na era de mil e quinhentos e vinte e três anos, perto de quatro meses depois da subversão de Vila Franca, indo para casa, de ouvir missa no lugar da Maia, com seus criados, a buscar de jantar, acharam treze alimárias, entre bois e vacas, atoladas até o pescoço no lodo, e se ocuparam grande parte do dia em as desencravar e tirar, com dó de as verem perecer. E em outras muitas partes aconteceu naquele Inverno o mesmo. E nestas partes se alagaram e cobriram muitos pomares e colmeiais, que nunca mais apareceram.
Nas Furnas, estavam em uma cafua dezassete pessoas e estava por senhor da cafua um João Delgado, homem preto, de muita verdade e bom cristão, que fazia muito gasalhado a todas as pessoas que ali iam ter àquela criação de seu senhor, chamado Pedro Anes Mago, pai de Pedro Anes Mago, vigairo que agora é da vila da Lagoa; uns bardeavam, e outros eram pastores, outros iam para outras partes da ilha, e aquela noite acertaram de pousar ali, e com o tremor morreram todos, ficando só o preto João Delgado vivo, que escapou mui escalavrado, e sendo depois forro, faleceu no lugar de Rabo de Peixe e foi enterrado, por sua virtude, dentro na igreja de cima, que então servia de paróquia.
Na mesma noite da desolação de Vila Franca, arrebentou junto das mesmas Furnas terra de compridão de um tiro de arcabuz, com tanta altura e concavidade que as árvores que nela estavam, nada se moveram nem arrancaram, mas sim, pela ordem em que estavam, correram por uma terra chã, passando duas ribeiras, a ribeira Quente e a Fria, e cobriram mais de vinte moios de terra; e ali cessou a corrente da terra, mais abaixo para a banda do mar, apartada do lugar onde dantes estava com as ditas árvores, que nela também dantes estavam prantadas, algumas das quais se cortaram depois, mas durou muitos anos uma grande faia, verde e fresca, junto da qual o negro João Delgado fez outra cafua, e na mesma faia, que correu sobre a dita terra, dependurava os cabritos e cabras, e carne, pão e miúdos das reses que matava; a qual faia, contam os antigos, que ia na dianteira da terra corrida, aquela noite do tremor.
Um canário, chamado Pedralvres, natural de Tenarife, que foi de João Álvares do Sal, morador na vila da Lagoa, achando-se aquela noite no sítio das Furnas, deitou quatrocentas cabras ao pé da rocha, que se chama Pé de Porco, da qual com o tremor quebrou e caiu um pedaço e soterrou as cabras, sem aparecer mais alguma.
Desta maneira fizeram outras quebradas da terra, em outras partes da ilha, grandes danos, matando gente e gado, pelo que se chama nesta ilha àquele dia do tal tremor Mandado de Deus. Outros Ihe chamam Dilúvio, outros Mistério e outros nomes diversos e todos Ihe quadram por diversas razões.
A Deus, que mandou este castigo, prometeram os povos desta ilha fazerem procissões no tal dia, cada ano, como sempre fazem. Dizem que morreriam em Vila Franca cinco mil almas debaixo da terra, o que não parece poder ser, nem haver então na vila tanta gente, pelo que dizem outros que entra neste número toda a mais gente que morreu em outras partes da ilha.
Mas, o que a mim me parece mais certo, é que neste número de cinco mil almas entram também os que morreram na peste, que depois veio e começou no ano seguinte.
No mosteiro antigo de S. Francisco, de Vila Franca do Campo, estava uma imagem de Nossa Senhora, de grandura de uma menina de quatro ou cinco anos, a qual no dia da subversão da dita vila correu com a terra, ou sobre a terra, do altar onde estava até o mar. E daí a perto de um ano, ou menos, foi ter a Tenarife, uma das sete ilhas das Canárias, onde indo uns pescadores, naturais de Orotava, da banda do norte, em um barco pescar à banda do sul, no rio de Adeixe, que é uma freguesia, andando pescando viram ao longo da costa, em uma praia de areia branca , entre o sargaço que o mar deita fora na areia, um vulto com feição de cabeça de pessoa e, parecendo-Ihe ser homem ou mulher, saiu do barco um dos companheiros fora, a ver o que era, e achou ser uma imagem de Nossa Senhora, e metendo-a no barco, sua tenção era levá-la a seu próprio lugar de Orotava, onde eles moravam. Indo para lá, foram ter a um arrecife, que é uma baía no porto de Garachico, outra freguesia também da banda do norte, como quatro léguas de uma à outra. Saindo ali e vendendo seu pescado, tomando refresco, sem falarem na imagem que levavam, quando foi à saída para fora de Garachico, por mais que remavam, não puderam sair; pelo que, suspeitando que a imagem que levavam era causa disso, se tornaram a terra e contaram ao povo de Garachico o que Ihe havia sucedido; fazendo-o a saber aos sacerdotes e à justiça secular, veio todo o povo e, entendendo todos que era permissão e vontade de Deus ficar ali aquela imagem de Nossa Senhora naquele lugar, a levaram com procissão muito solene, do barco até a igreja maior que é da invocação de Sant’Ana; e ali puseram no altar-mor a imagem da Filha, com a pintura da Mãe, Santa Ana, onde agora está. Indo depois desta terra um homem ter a Tenarife àquele lugar de Garachico, e, vendo no altar-mor daquela igreja de Santa Ana aquela imagem de Nossa Senhora, a conheceu por um certo sinal que tinha que era a mesma que vira no mosteiro de S. Francisco, de Vila Franca do Campo, desta ilha de S.
Miguel, antes do tremor da terra que a subvertera; e assim o disse a todo o povo de Garachico, donde começou a ser tida aquela imagem em mais veneração que dantes, por saberem que de tal tremor e de tão longe a levara Deus pelo mar àqueles partes, e se fora desta terra, como se foi o Santo Sacramento para outra parte, e levara pelas águas do mar a Filha, para a agasalhar e aposentar na casa de sua Mãe, Santa Ana.