Como realizar uma Quarentena

Você ou um ente querido tem febre leve, dores no corpo, o início de uma tosse seca e irritante. A comida não tem gosto nem cheira como antes. Talvez sinte falta de ar ou custa respirar...

Cozer feijões velhos

feijãoQuando guardados há muito tempo (anos mesmo) ou simplesmente mal acondicionados, os feijões podem demorar tempo a mais a cozer. Mas há soluções.

A menos aconselhável é a adição de...

A Tinturaria Vegetal em Alguma Ilhas dos Açores


Carreiro da Costa, 1957

tinturariaRemonta aos primeiros decénios de vida insular, a prática dos vários processos de tinturaria caseira, servida por elementos vegetais. Tais processos encontram-se...

Cores das Ilhas

Tudo leva a crer que esta paleta de cores começou a ser formada com a visita do escritor Raul Brandão, que esteve nos Açores em 1924 e foi atribuindo a cada ilha uma determinada cor (ou...

A Amoreira e a Sericultura

 

Carreiro da Costa, 1945

De entre os problemas económicos em equação no arquipélago dos Açores, o da sericicultura é dos que mais tem apaixonado aqueles que, no decorrer dos tempos, vêm...

Agave (Babosa)

Piteira, Babosa, Agave, Agave americana L.

agaveÉ uma planta muito disseminada nos jardins de algumas ilhas. Não sabemos se o  “Agave azul” (e a sua parente “Marginata”, com folhas às riscas...

Alguns Estudos Científicos sobre Agricultura Açoriana

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Departamento de Ciências Agrárias

http://repositorio.uac.pt/handle/10400.3/3

 

A influência da paisagem, dos factores ambientais e taxa de infestação na densidade na...

No ano de mil e quinhentos e setenta e cinco, movido por alguns santos respeitos, o sereníssimo Cardeal Infante que depois foi Rei, mandou a estas ilhas por inquisidor ao reverendo licenciado Marcos Teixeira, natural de Braga ou Lamego, o qual chegou na armada a esta ilha de S. Miguel no fim do mês de Julho do dito ano, e desembarcou com cinco padres e irmãos da Companhia de Jesus, que vinham para o colégio da cidade de Angra, na vila do Nordeste desta ilha. Donde caminharam por terra e foram ter à cidade da Ponta Delgada e nela estiveram alguns dias até a armada partir para a Terceira, aonde chegaram a três de Agosto do dito ano. E foi recebido pelo Cabido e frades de S. Francisco, com pálio e Te Deum Laudamus; na qual ilha esteve espaço de três ou quatro meses, visitando e fazendo seu ofício de inquisidor. Daí mandou carta à Câmara da cidade da Ponta Delgada, que queria vir visitar esta ilha, com carta do Senhor Cardeal e de el-Rei, nas quais encomendavam ao dito inquisidor fizessem tanta honra como se eles viessem em pessoa. O que visto pelos vereadores da dita cidade, puseram diligência para que o dito inquisidor fosse recebido com toda a festa e honra possível. E ordenaram que se fizessem prestes muitas barcas e barcos, com muitas e várias invenções dentro neles e ornados pelo melhor modo que pudesse ser. E logo para eles vereadores fizeram ordenar uma barca, feita a modo de uma galé com varandas de popa, cobertas de veludo de cores, pintada toda de lavores e alcatifada, com uma cadeira de estado no meio, para nela desembarcar e se assentar o dito inquisidor entre os vereadores assentados pelas ilhargas da dita barca, em bancos.
O grão capitão Francisco do Rego de Sá ordenou com grande gasto um barco feito a modo de um dragão, coberto todo de conchas, com dois remos a modo de duas asas, com que se ia empuxando da água. Parecia propriamente ao natural um dragão que ia andando pela água. E dentro nele levava sua música de muitos instrumentos e boas vozes.
Além destes dois barcos, se fizeram mais seis em que foram muitos homens nobres, da governança da terra; todos os ditos barcos feitos a modo de galés, com esporões e varandas cobertas todas de sedas e muitas bandeiras de seda, e alcatifadas, com muitos tiros de fogo e instrumentos de música, motetes de ponto de órgão, com várias e ricas invenções, segundo cada um melhor o podia fazer.
Estando este sumptuoso aparato prestes por espaço de quinze dias, apareceu uma caravela que vinha da ilha Terceira, e como pelo dito inquisidor se estava esperando, por ele assim o ter avisado, saíram todos os ditos barcos pela ordem que está dita, com muita festa e alegria para o receberem. Chegando a bordo, souberam como não vinha na dita caravela, por ficar o seu escrivão mal disposto. E como isto era já no mês de Novembro e fazia inverno, se desaparelharam as ditas barcas e finalmente se desfez aquela pompa com que determinavam de o ir receber ao mar.
Daí a poucos dias, chegou ao porto da mesma cidade o dito inquisidor, o qual ainda que não se recebeu com as pompas atrás ditas que lhe estavam aparelhadas, foi recebido dos vereadores e todos os da governança e mais gente nobre da cidade e de todo o povo, com muita alegria e contentamento de todos. Desembarcando no cais, onde o estavam aguardando a cleresia dela e frades de S. Francisco, com suas cruzes alevantadas, foi deles recebido debaixo de um pálio de brocado, levando as varas dele as pessoas mais nobres e antigas da terra, e cantando o psalmo de Benedictus Dominus Deus Israel o levaram à igreja principal do Mártir S. Sebastião da dita cidade da Ponta Delgada. E daí acompanhado de muita gente nobre e outra popular, o foram aposentar no mosteiro de S. Francisco, donde depois saiu a visitar e fazer seu santo ofício, suave e inteiramente, em toda a ilha. É agora este senhor no Reino auditor da Legacia, desembargador da Mesa da Suplicação e da Consciência.