alternarioseFOLHAS DIVULGATIVAS: CITRINOS SERIE PATOLOGIA Nº9
Autores: Drumonde Melo, C1.; Lorenzo Bethencourt, C.D2.; Prendes
Ayala, C2.; Giménez Mariño, C2.; Cabrera Pérez, R2. Horta López, D.J1.
(1Dept. C. Agrarias-Univ. Azores; 2UDI Fitopatología-Univ La Laguna)
LARANJEIRA
DOENÇA:
ALTERNARIOSE OU DOENÇA DAS MANCHAS OLEOSAS
Castellano: MANCHA PARDA DE LOS CÍTRICOS
Inglês: ALTERNARIA BROWN SPOT
SINTOMATOLOGÍA
As manchas foliares são produzidas por diversos agentes patogénicos. Nos citrinos das áreas estudadas na ilha Terceira isolaram-se dois fungos associados a estas manchas.
Um dos primeiros sintomas produzidos por esta doença caracteriza-se pela forte desfoliação que as árvores sofrem durante a Primavera, visto que as folhas e os talos das rebentações mais jovens acabam por se necrosar na sua quase totalidade. Sobre o limbo foliar surgem áreas necróticas de tamanho variável que produzem uma curvatura lateral da folha; estas necroses acabam por se estender seguindo as nervuras da folha.
Na Primavera, sobre os frutos recém formados podem aparecer pequenas lesões que se apresentam como pequenas pontuações sobre a casca. Estas lesões podem desenvolver-se e alastrarem-se por todo o fruto, acabando este por, finalmente, cair no solo. As lesões sobre a casca dos frutos podem progredir formando-se zonas deprimidas com um halo amarelo circundante, nas quais os frutos exibem uma alteração de cor precoce.
Posteriormente, formam-se depressões circulares de cor castanho escuro que podem chegar a atingir os 10 milímetros de diâmetro. Se o ataque for severo podem aparecer sobre a casca dos frutos lesões que se apresentam como excrescências suberosas de tamanho variável.

Nos estados mais avançados da doença ocorre a colonização miceliar do fungo, a esporulação e consequentemente a disseminação da doença pelas folhas e frutos adjacentes mais susceptíveis.
A pesquisa bibliográfica aponta para a existência de sinergismo entre dois fungos isolados, sendo o agente primário da doença o fungo A. Citri, actuando C. gloeosporioides como organismo secundário, uma vez que intervem indirectamente no processo infeccioso, isto é, comporta-se como um fungo saprófita.
A. citri também causa a podridão negra do fruto. O fungo penetra pela cicatriz estilar provocando no interior desta uma podridão seca, cujo o desenvolvimento é lento mas depois da colheita produz um escurecimento do eixo central.
ORGANISMOS CAUSADORES
Alternaria citri Ells et Pierce
Colletotrichum gloeosporioides Penz

RECOMENDAÇÕES PARA O CONTROLO:
Eliminação do material infectado.
Há vários aspectos que podem favorecer o ataque desta doença, nomeadamente: parcelas com problemas de
arejamento, excessiva densidade de plantação, adubações azotadas excessivas e podas severas realizadas
em épocas inadequadas.

 

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