mosca branca

FOLHAS DIVULGATIVAS: LARANJEIRA SÉRIE PRAGAS: Nº1

Julho 2005
Autores: Arícia D. Figueiredo & David J. H. Lopes
Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias

PRAGA

Nome vulgar: Mosca-Branca-dos-Citrinos; Mosquinha-branca-dos-Alvéolos.
Nome científico: Aleurothrixus floccosus (Maskell 1896); Paraleyrodes minei (Laccarino 1990).

SINTOMATOLOGIA

Os sintomas destes aleirodídeos manifestam-se na página inferior das folhas novas.

A espécie Aleurothrixus floccosus (Maskell 1896) ataca folhas novas completamente desenvolvidas, os sintomas são revelados pelo tipo de postura em círculo (Foto 2) e pela abundante secreção cerosa esbranquiçada e excreção de melada pelas ninfas sob a forma de gotas esféricas (Foto 1).

A espécie Paraleyrodes minei (Laccarino 1990), possui sintomas de ataque muito típicos não só por se verificarem em folhas completamente desenvolvidas e velhas, como também pelo aspecto dos adultos, que são pouco móveis, com manchas acinzentadas ténues no ápice das asas (Foto 3). As secreções cerosas que rodeiam os adultos têm aspecto quebradiço (Foto 4) e são dispostas em alvéolos onde se realizam as posturas.

DISTRIBUIÇÃO

Espécies com extensa área de distribuição geográfica mundial. Em Portugal Continental Aleurothrixus floccosus (Maskell 1896) foi observada pela primeira vez em 1977, e este aleirodídeo está referido para a Ilha da Madeira desde 1920.
Nos Açores Aleurothrixus floccosus (Maskell 1896), foi detectado, pela primeira vez, na Ilha do Pico em 1988, e desta ilha propagou-se, rapidamente para as restantes ilhas. No ano seguinte foi observado em S. Miguel (DSPPA, 1989).
A espécie Paraleyrodes minei (Laccarino 1990), foi encontrada pela primeira vez em Portugal em 1997, e é referida pela primeira vez para os Açores, resultante dos trabalhos de prospecção do projecto INTERFRUTA.
Aleurothrixus floccosus (Maskell 1896)
Paraleyrodes minei (Laccarino 1990)

BIOECOLOGIA

A. Floccosus passa por várias fases: o ovo, 4 estados larvares, ninfa e por fim o adulto. As mosca-branca-dos-citrinos mantêm-se activa durante todo o ano, diminuindo essa actividade durante o Inverno. O número de adultos começa a aumentar aquando da rebentação primaveril, quando as folhas atingem 3 a 4 cm, e pode apresentar entre 5 a 8 gerações num ano com sobreposição o que dificulta muito a escolha do momento mais adequado para se intervir. O número de gerações anuais difere de local para local e depende de factores como, a fenologia do hospedeiro, espécies, variedades, factores climáticas (MOTA, 1993; CARVALHO & AGUIAR, 1997).
O ciclo evolutivo tem uma duração aproximadamente de 39 dias e apresenta como condições favoráveis ao seu desenvolvimento uma temperatura e humidade relativa de, 25ºC e 75% respectivamente (CARVALHO & AGUIAR, 1997).
Paraleyrodes minei (Laccarino) co-habita habitualmente com a espécie Aleurothrixus floccosus, mas as suas colónias distinguem-se por não apresentarem o aspecto pegajoso de melada e secreções cerosas.

LUTA QUÍMICA

• Buprofezina (isento); Butocarboxime (nocivo).

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