O clima do arquipélago dos Açores e a ausência de doenças graves das abelhas, são propícias ao desenvolvimento da apicultura. A diversidade e riqueza da flora Açoriana contribuem para a obtenção de mel de alta qualidade.

Entende-se por Mel dos Açores o mel de néctar centrifugado obtido principalmente a partir dos néctares de incenso e multiflora.

Algumas características do produto:

Mel de incenso: Cor variável entre uma tonalidade quase incolor amarelado; Odor delicado e perfumado; Sabor muito doce com paladar típico, baseado nos óleos essenciais de incenso; Consistência fluida Mel multiflora: cor castanho-escuro; sabor agradável e consistência fluida

Caderno Especificações DOP Mel dos Açores

Área geográfica de produção: Arquipélago dos Açores

Entidade Certificadora: Comissão Técnica de Certificação e Controlo (Despacho Normativo nº 259/93 de 30 de Dezembro)

Agrupamento Gestor da DOP: FRUTER – Cooperativa de Hortofruticultores da Ilha Terceira, CRL Canada Nova, 32 – Santa Luzia 9700 Angra do Heroísmo

 

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Variantes
Mel de Incenso. Mel Multifloral.

Particularidade
Mel de néctar, obtido principalmente a partir dos néctares de incenso e de diversas outras plantas.

Descrição
Pode apresentar-se com características diferentes:
Mel de Incenso — mel de cor variável, indo de quase incolor a levemente amarelado, com odor delicado, perfumado, sabor típico a incenso e com consistência fluida, resultante do néctar recolhido das flores da espécie Pittosporum Ondulattum Hort, que é uma planta espontânea e existente em todas as ilhas dos Açores.

Mel Multifloral — mel de cor castanho-escura, com sabor agradável e consistência fluida, obtido da mistura de néctares de várias espécies de plantas, designadamente de fruteiras tradicionais (pomoideas, prunoideas, castanheiro e citrinos), fruteiras subtropicais (bananeira, abacateiro, goiabeira, araçaleiro, physalis e maracujaleiro) e outras espécies (metrozidero, camélia, jarro, conteira, hortência, azália, eucalipto, malvão, alecrim, erva azeda, fava, etc.).

História
O mel de incenso é quase um ex libris dos Açores, sobretudo da ilha do Pico, embora S. Miguel também o produza em quantidade apreciável.

Uso
Para além do seu consumo tal e qual para barrar o pão, o Mel dos Açores é ingrediente de vários produtos da doçaria regional.

Saber Fazer
O mel de incenso é produzido entre os meses de Janeiro e Abril e a cresta efectua-se em meados de Maio, enquanto o mel multifloral se produz de Janeiro a Dezembro e a cresta se efectua de Março a Outubro. O mel de incenso, obtido na cresta de Maio, tem que ser produzido logo após a conclusão da floração do incenso de modo a que não possa haver contaminação
polinífera. Na cresta deixa-se sempre um pouco de mel para ajudar a sobrevivência das colmeias. Os quadros são desoperculados à faca, sendo seguidamente centrifugados. O mel é deixado em repouso em estufa à temperatura da colmeia, sofrendo ao fim de alguns dias uma bombagem superficial para retirar as impurezas sobrenadantes. Apresentam-se comercialmente em embalagens de vidro de 9,5/21 cm e peso de 250 g ou em embalagens de 12,5 cm com um peso de 500 g, de cuja rotulagem deve constar a menção «Mel dos Açores – DOP». Estes frascos são embalados em caixas de cartão de dimensões adequadas para acondicionar 24 ou 48 frascos.

Produção
A produção de mel de incenso está calculada em cerca de 40 toneladas por ano. Produzido numa área geográfica circunscrita a todas as ilhas do Arquipélago dos Açores, constante do Despacho SRAP/94/3 do Secretário Regional de Agricultura e Pescas, da Região Autónoma dos Açores.
Reconhecida a Denominação de Origem pelo Despacho acima mencionado. O estatuto de Organismo Privado de Controlo e Certificação foi reconhecido à Comissão Técnica para a Certificação, do IAMA, pelo Despacho Normativo nº.o 259/93, de 30/12, da SRAP. Registada e protegida a Denominação de Origem pelo Regulamento (CE) n.o 1107/96, de 12/06.

In: Produtos Tradicionais Portugueses - Vol 3
Direcção-Geral de Desenvolvimento Rural
Lisboa 2001

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